As escolas particulares de Itapetininga continuam com resultados superiores às unidades públicas de ensino no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A diferença na média da pontuação, em alguns casos, ultrapassa 100 pontos na comparação entre as instituições.
Os resultados se referem ao ano de 2013 e foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) que ainda aponta que das 18 escolas de Itapetininga com alunos na 3° série do Ensino Médio, apenas quatro tiveram participação de 50% dos estudantes na prova.
Na avaliação das escolas particulares, o Colégio Objetivo teve maior média – 580,36. Em segundo ficou o Anglo com 554,21; seguida pelo Instituto Imaculada Conceição, 545; Colégio São Domingues, 535,87; Alpis Veredas 531,22; Athenas do Sul, 527,88; Centro Educacional de Itapetininga (SESI), 524,23; Dom Bosco, 517,13; Colégio Universitário, 517,10 e Itapetininga Cooperativa de Ensino (CEI), 497,30.
Com as novas regras do MEC para divulgação das médias, apenas as unidades de ensino que tiveram participação de 50% dos estudantes na prova tiveram as notas publicadas. No município, as escolas estaduais Péricles Galvão, José da Conceição Holtz, Adherbal de Paula e Darcy Vieira tiveram as médias divulgadas.
A escola José da Conceição Holtz, no distrito do Gramadinho foi a melhor classificada com média de 479,13. Em seguida, com 477,01, aparece a instituição Péricles Galvão, do bairro da Chapada Grande. Na terceira posição, Adherbal de Paula Ferreira com 468,93 e em quarto lugar, Professor Darcy Vieira que obteve 450,80 de média.
Escolas tradicionais como Peixoto Gomide com 178 alunos, Sebastião Villaça com 171 e Cel Fernando Preste com 149 alunos, com os maiores números de estudantes matriculados não tiveram mais de 50% de participantes na prova. Devido à falta de adesão, elas e outras 11 instituições não tiveram a média individual publicada.
A diferença entre a instituição pública e privada de melhor pontuação é de 101,19 pontos. Em outro comparativo, a unidade estadual melhor classificada também perde para a escola particular com a menor média. Para o professor itapetiningano formado na Unicamp que já foi corretor de redação do Exame Nacional do Ensino Médio, Jovir Filho, a ausência de alunos e a diferença na pontuação têm algumas possíveis explicações.
“Na verdade, uma grande parte dos professores do sistema público desconhece alguns caminhos oferecidos pelo Enem. Normalmente, o interesse é apenas do aluno e as escolas públicas pouco se preocupam em fomentar a participação dos estudantes”, critica Jovir. Sobre a diferença de notas ele é categórico: “Quanto maior o interesse dos alunos, mais estudantes farão a prova e, consequentemente, tende a se obterem maiores notas” explica.
Conforme a Diretoria Regional de Ensino de Itapetininga (Derita), as unidades escolares realizam um trabalho de conscientização durante todo o ano letivo com os alunos da 3ª série do Ensino Médio quanto à importância da participação no Enem. “Contudo, não é possível interferir na esfera de liberdade dos alunos que optam por não participar. O problema da abstenção ao Enem é uma questão de âmbito nacional e não apenas local”, diz a nota.
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