O contrato com a Sociedade Beneficente São Camilo, gestor do Hospital Regional, será encerrado em 10 dias. A ameaça de interromper o atendimento aos pacientes do único hospital público da cidade levou a prefeita eleita Simone Marquetto (PMDB) a uma reunião com o secretário de Saúde, Fabio Nascimento, por cerca de cinco horas na terça-feira, dia 18. Na próxima semana, Hiram e Simone devem fazer a primeira reunião, após as eleições e devem tratar sobre o tema.
“Eu indiquei as falhas que vejo como cidadã”, explicou Simone, já que o atual contrato será renovado pelo prazo de um ano pela atual gestão. Ela afirmou que a principal preocupação é que não seja interrompido o serviço. “Não impede que a partir do próximo ano eu não esteja aberta para outras possibilidades”, acentuou. “Mas essa renovação é de responsabilidade do atual prefeito.” A conversa com o secretário de Saúde teve o aval de Hiram. O contrato vence no próximo dia 31 de outubro e está orçado em aproximadamente R$ 3,3 milhões mensais.
Simone questiona o atendimento oferecido pelo São Camilo. “Tem que melhorar o acolhimento. Um paciente passou mal, teve convulsão na porta do pronto-socorro e ninguém correu para atender. Isso, definitivamente, tem que mudar”, exemplificou. Sobre o Pronto Socorro Municipal (PSM), a principal preocupação é melhorar a logística e rapidez no atendimento.
A prefeita eleita pediu a informatização do Hospital Regional. De acordo com os dados oficiais do próprio São Camilo, o PSM faz 11 mil atendimentos mensais. O Hospital Regional dispõe de 112 leitos, sendo 10 voltados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A maternidade, também sob sua gerência, faz 230 partos por mês e outras 240 cirurgias pelo mesmo período. São registrados 21 mil exames mensais, aponta o gestor. O Hospital atende a uma população estimada em mais de 600 mil habitantes, já que envolve 13 cidades.
De acordo com a prefeita eleita, a conclusão da segunda etapa do Hospital Regional deverá ser finalizada sem alteração de projeto. Informou que não pretende rediscuti-lo, já que a obra está em fase final. A intenção é concluir os trabalhos iniciados pelos demais prefeitos. “Quero que acabe a obra”, reiterou. A prefeita eleita também quer agendar uma reunião com o próprio gestor do Hospital Regional.
Di Fiori
Ela disse, que neste primeiro momento, não quer muitas mudanças já que é um período de transição de governo. Por isso, a preocupação é que os serviços sejam mantidos para a população. Disse que não quer tomar medidas feitas no passado pelo ex-prefeito Luis Di Fiori que interrompeu contratos, como do Instituto Vida, deixando a população sem médicos.
“Mas é possível fazer ajustes, mas sempre com diálogo”, contou. Ela avalia que é fundamental que haja um coordenador dentro do Hospital Regional. “Um olho da prefeitura vai existir dentro da gestão do São Camilo. Isso não irei abrir mão”, explicou.
Prontuário eletrônico
Segundo Simone, uma das prioridades é iniciar a informatização no Hospital Regional e demais dependências, como Pronto Socorro Municipal e Maternidade, para que todos os pacientes passem a ter um prontuário eletrônico. “Vai agilizar o atendimento.” Quem passar por qualquer posto de saúde, terá informações sobre o histórico de doenças e atendimentos realizados. “É um investimento que vale a pena”, disse. Isso será levado para os postos de saúde.















