Com a chegada do inverno, Itapetininga se prepara para enfrentar frentes frias, chuvas intensas e possibilidade de granizo em algumas regiões do município. De acordo com o agrometeorologista Daniel Nassif, a cidade deve registrar a passagem de uma massa de ar polar mais intensa ao longo da estação, com possibilidade de geadas pelo menos uma vez neste período.
“Esse inverno deve ser mais frio e com mais ocorrência de chuvas quando comparamos aos anos de 2023 e 2024, quando tivemos um inverno mais seco e mais quente, afetados pelo fenômeno La Niña”, aponta Nassif.
Segundo Nassif, neste ano o inverno será de padrão neutro, ou seja, sem a influência dos fenômenos El Niño ou La Niña. Isso torna a estação mais previsível e característica, com períodos de frio e tempo seco, intercalados com chuvas provocadas pela passagem de frentes frias.
Ondas de frio devem se repetir até o fim da estação
O especialista indica que estão previstas de cinco a seis ondas de frio até o fim da estação, sendo que duas ou três delas devem ser mais intensas. “Podemos ter a ocorrência de chuvas na passagem da frente fria, e logo em seguida a entrada de ar polar derrubando as temperaturas”.
Ar seco
Outro ponto de atenção, segundo Nassif, é a piora na qualidade do ar durante o inverno. O ar seco favorece o aumento da concentração de poeira e poluentes na atmosfera, o que pode agravar quadros de doenças respiratórias. “A população pode utilizar, por exemplo, umidificadores em casa ou no trabalho, nos dias com a umidade relativa do ar muito baixa, e se proteger do frio com roupas adequadas ou em ambientes mais climatizados”, recomenda.
Risco de queimadas no campo
O setor agropecuário também deve ficar atento. Apesar do aumento no volume de chuvas em comparação aos dois últimos anos, a quantidade ainda não será suficiente para suprir as necessidades das áreas agrícolas. Além disso, cresce o risco de queimadas nas zonas rurais.
“O uso do fogo para limpeza de terrenos deve ser evitado, já que estamos em uma época que é muito seca e o fogo pode alastrar rapidamente sem controle, resultando em queimadas de maior porte, o que piora mais ainda a situação do ar seco, que fica muito poluído”, alerta Nassif.
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