A Vigilância Epidemiológica de Itapetininga confirmou que a cidade já contabiliza 481 casos positivos de dengue, doença causada pelo mosquito aedes aegypti. “Devido à descentralização das notificações, somado a maior sensibilidade das unidades de saúde em notificar suspeitas de dengue, houve um aumento explosivo em 2015”, afirma a nota. No ano, já foram 968 notificações. Em 2014, foram apenas 13 casos.
Os bairros com maior incidência de dengue, segundo a Vigilância, são distrito do Rechã, Vila Piedade, Vila Barth, Vila Nova Itapetininga, Jardim Maricota, Vila Belo Horizonte, Vila Santana , Vila Arruda e Vila Carolina. “Todos os bairros relacionados receberam atenção especial de nossa equipe, além dos bloqueios e nebulização”, diz a nota. Segundo a prefeitura, os bairros receberam mutirões de limpeza exceto a Vila Carolina que terá o arrastão contra a dengue no próximo sábado dia 12.
A chefe da Vigilância Epidemiológica explica que sempre que uma pessoa é notificada com suspeita da doença, a equipe de combate a dengue é mobilizada e desenvolve bloqueios nos locais de maior permanência deste paciente, ou seja, residência, serviço. “Um bloqueio serve para redução de criadouros, eliminação de larvas, além disso, a equipe faz busca de novos casos e orientação, isso em um raio delimitado de 9 quadras, cerca de 300 metros” explica. Nos casos confirmados de dengue,além do bloqueio, é realizada a nebulização, que é a aplicação de inseticida para matar os mosquitos.
A prefeitura informou que está totalmente empenhada em prevenir e combater a doença e que as equipes realizam visitas domiciliares de rotina, além de vistorias periódicas em estabelecimentos com grande potencial para proliferação de mosquitos, tais como borracharias, ferros velho, reciclagens, cemitérios. “Realizamos também vistorias periódicas em imóveis cadastrados e com grande circulação de pessoas, tais como, estabelecimento de ensino, unidades de saúde”, explica.
Controle
Para controlar a proliferação do mosquito que transmite a dengue e a febre chikungunya, a orientação dos especialistas é manter os quintais sempre limpos, recolher, eliminar ou guardar longe da chuva todo objeto que possa acumular água, como pneus velhos, latas, recipientes plásticos, tampas de garrafas, copos descartáveis e até cascas de ovos. O lixo doméstico deve ser acondicionado em sacos plásticos e descartado adequadamente, em depósitos fechados.
Depois da chuva, é recomendado fazer a vistoria no quintal e na casa para eliminar a água acumulada sobre lajes, calhas, tanques, pratinhos de vasos de planta. Baldes, potes, quartinhas, bacias, camburões e outros recipientes que guardam a água de beber e para outros usos domésticos, assim como a caixa d’água, devem ser mantidos limpos e fechados para evitar o risco de proliferação do mosquito.
Microcefalia
Com a confirmação pelo Ministério da Saúde, no último sábado, dia 28, da relação entre o zika vírus e o surto de microcefalia na região Nordeste do Brasil, as cidades da região estão preocupadas. Itapetininga não registrou nenhum caso de pessoas contaminadas por esse vírus. No Sudeste, o vírus pode ter chegado. Na região do ABC Paulista há 6 pessoas suspeitas de microcefalia por zika vírus.
A microcefalia é uma má-formação congênita, na qual o cérebro do bebê não se desenvolve da maneira adequada durante a gestação. O tamanho do perímetro cefálico (medida da cabeça do bebê) deve ser superior a 33 centímetros, para o caso de bebês que nasceram com 37 semanas de gestação ou mais. Para bebês prematuros (nascidos antes de 37 semanas), a conta é diferente.















