Itapetininga está no ranking das cidades que têm os combustíveis mais caros do Estado de São Paulo. A cidade tem a gasolina mais cara da Região Metropolitana de Sorocaba e a 12ª mais cara do Estado. A pesquisa é realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Segundo a ANP, o valor médio por litro da gasolina na cidade é vendido a R$ 3, 59. O valor médio mais alto de São Paulo é da cidade de Caraguatatuba (R$ 3,76) e oS mais baixos estão em Jandira e Campinas (R$ 3, 18).
O levantamento foi feito pela ANP entre os dias 28 de maio a 3 de junho. Além de Caraguatatuba, estão na frente de Itapetininga no ranking de combustíveis mais caros, as cidades de Avaré, Franca, Lins, Birigui, Monte Alto, Itapeva, Amparo, Ubatuba, Botucatu e Araçatuba.
Na RMS, São Roque está atrás de Itapetininga e ocupa a 21ª colocação em todo o Estado com valor médio de R$ 3,57. Com valor médio da gasolina a R$ 3,54, Tatuí tem o 3º valor médio mais caro da RMS e o 23º do Estado de São Paulo. Sorocaba tem valor médio de R$ 3,35 e a capital paulista registrou R$ 3,31.
Em Itapetininga, a ANP pesquisou 14 postos. O preço máximo ao consumidor encontrado na cidade foi de R$ 3,79 (bandeirado) e o mínimo de R$ 3,19 (bandeira branca). O posto bandeirado com valor mais baixo (R$ 3,69) fica no Distrito do Gramadinho. O de bandeira branca com o valor mais alto (3,59) fica na Chapada Grande.
Etanol
Mas, o etanol também não está sendo uma boa saída, já que as mesmas cidades também se encontram no ranking da ANP de preços mais altos de etanol. Itapetininga registrou o 23º preço médio do etanol a R$ 2,49, O 21º mais caro do Estado e o 2º mais caro da RMS, ficando atrás apenas de São Roque (R$2,58). O município de Caraguatatuba volta a liderar o ranking de combustível mais caro e registrou na última semana valor médio do etanol de R$ 2,83. Em Sorocaba, o valor médio ao consumidor é de R$ 2,31 e São Paulo de R$ 2,29.
Os motoristas em Itapetininga estão insatisfeitos com a situação, e por isso, precisam procurar alternativas. O vendedor autônomo Thiago Almeida já sente no dia a dia o aumento do combustível. “Para nós que precisamos trabalhar diretamente com o veículo está muito difícil, o valor subiu muito”, afirma.
Fernando Silva também está insatisfeito e buscando meios para economizar. “Em relação às outras cidades, em Itapetininga o preço está bem mais alto. Para economizar, estou indo trabalhar de moto algumas vezes durante a semana”, comenta.
Frete impacta no
preço, diz sindicato
Para o representante do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro) da região de Itapetininga, Paulo Roberto Gomes de Goes, o frete é um dos fatores que mais impactam no valor. “O frete atualmente é o que mais influencia no valor do combustível, mas também os postos usam como critério os demais custos”, explica. Ele afirma que os valores do combustíveis não são tabelados e por conta disso, os postos têm a liberdade de estabelecer o preço final para o consumidor.















