Um jovem de 19 anos foi condenado a 11 anos de prisão por matar o seu companheiro com um golpe conhecido como mata-leão. A vítima, de 25 anos, foi encontrada morta no interior de uma pensão na área central de Itapetininga no dia 12 de maio do ano passado. O Tribunal do Júri aconteceu na última segunda-feira, dia 25, no Fórum do Jardim Marabá.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) queria uma pena maior e acusava o réu de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, asfixia e de modo que impossibilitou a defesa da vítima.
Porém, os jurados reconheceram que o crime foi praticado em razão da violação de um relevante valor moral quebrado pela vítima, que ameaçava contar o segredo da relação homoafetiva dos dois.
Segundo o advogado do réu, Gustavo Gurgel, também reconheceram que o crime foi qualificado, pelo meio que impossibilitou a defesa da vítima e por asfixia. Ele foi condenado pelo crime de homicídio privilegiado-qualificado, que não é considerado hediondo.
Na época dos fatos, a polícia trabalhava com a hipótese de que a vítima havia sofrido um mal súbito ou infarto, já que o corpo não apresentava marcas de violência. O jovem foi encontrado nu na cama de uma pensão, mas sem marca de violência. Porém, após exames, foi confirmado que a vítima foi estrangulada.
A polícia obteve imagens das câmeras de segurança da pensão e constatou que um jovem suspeito havia entrado e saído do local, e que não era morador. Após investigações e mandado de busca e apreensão, os policiais foram até a casa do suspeito, localizada no Jardim Bela Vista, e encontraram as mesmas roupas que aparecem no vídeo. Ele confessou o crime e contou que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima.
Porém, o rapaz não teria aceitado o término e havia ameaçado contar para sua namorada e família sobre o relacionamento dos dois. Com medo que descobrissem o namoro homossexual, ele decidiu matar o jovem. Segundo ele disse na época, marcou um último encontro e o estrangulou com o golpe.
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