Após as chuvas das últimas semanas, uma pilha de lixo e bancos de areia se formaram ao longo dos cinco quilômetros no Ribeirão dos Cavalos. Ambientalistas cobram do poder público uma ação para evitar o assoreamento do local e a inclusão de um projeto para despoluição das águas que sofrem com esgoto despejado no leito de forma irregular.
A equipe do Jornal Correio de Itapetininga percorreu a Marginal e registrou ao longo do ribeirão diversos pontos com bancos de areia, lixo e esgoto despejado sem tratamento. Próximo à ponte que dá acesso ao Jardim Santa Inês, pneus, pets, sacolas e outros objetos recicláveis são vistos nas águas e pendurados nas árvores da mata ciliar que protege a margem do ribeirão.
O gestor ambiental, Gabriel Resende, utiliza a Marginal e cobra uma ação da prefeitura. “A cidade precisa de um programa de conscientização ambiental e coleta seletiva, assim diminuirá a quantidade de lixo despejada sem destinação correta”, reinvindica. Quanto ao assoreamento, ele afirma que o acúmulo de areia, solo desprendido de erosões e outros materiais levados pela chuva poderão causar alagamentos.
O especialista também ressalta necessidade de cuidados com o entorno. “A proteção natural é removida e o local fica sujeito ao assoreamento e ao desbarrancamento de suas margens, o que agrava ainda mais o problema”, diz Resende. Perplexo quanto ao esgoto despejado no Ribeirão dos Cavalos, ele afirma que a prefeitura deveria se responsabilizar frente a situação.
“A máquina tem um braço de 15 metros e, por dia tiramos em média, 25 toneladas entre areia e sujeira do leito do ribeirão”, diz um funcionário que prefere não se identificar.
Outro lado
Em nota a prefeitura municipal informa que iniciou a dragagem no leite do ribeirão para conter o assoreamento. No local, uma retroescavadeira, alugada faz o trabalho da antiga draga.
O prazo para o término das obras é de 120 dias e conforme a prefeitura o valor pago por hora de funcionamento da retroescavadeira é de R$ 105,90. Frente à despoluição do ribeirão não há nenhum projeto do poder público diante ao impacto do esgoto jogado no leito e nas margens do ribeirão. “Na recuperação das áreas ciliares, faz-se necessário, primeiramente, o início e consequente conclusão da reforma da Avenida Marginal dos Cavalos”, fecha a nota.
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