Há pouco tempo o empoderamento feminino se tornou pauta de políticas públicas, sociais, civis e trabalhistas, no Brasil. A mulher se transformou no agente principal de desenvolvimento econômico-social no país. O anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras das Micro e Pequenas Empresas, divulgado pelo Sebrae e o Dieese, diz que em 11 anos, o número de mulheres empreendedoras e chefes de famílias saltou de 6,3 milhões para quase 8 milhões, e os setores em que elas mais investem são os de comércio e serviços: 71,5%.
Em Itapetininga, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2015, a cidade tem 72.210 mulheres, pouco mais que os homens e boa parte destas mulheres são mães, chefes de família e profissionais. Considerando esta condição feminina e na tentativa de manter a normalidade da rotina e dos anseios profissionais, muitas itapetininganas resolveram se tornar microempreendedoras e conciliar filhos e trabalho.
Andrea Gouveia, pediatra e neonatologista, contou que quando estava no segundo ano da graduação em Medicina, descobriu que estava grávida. “Foi bem difícil fazer faculdade e ver os colegas aproveitando todo o tempo livre e eu fazendo outras tarefas domésticas, numa situação financeira ruim e sem perspectivas aparentemente”, disse a médica.
Mesmo com o susto de uma gravidez inesperada, o fato é que Andrea se formou médica e é dona de umas das três únicas Casas de Parto de São Paulo, localizada em Itapetininga. “Acreditei muito que minha profissão era importante e me realizaria muito. Deus me abraçou grandemente”, disse Andrea.
No caso de Sophie Boyriven, 33 anos, a gravidez trouxe um desconforto, já que assim como com Andrea, a gravidez não foi planejada. Mas, como a própria Sophie relatou, a vinda da filha causou uma ótima revolução em sua vida. A jovem mãe é coordenadora de uma fazenda de produção e distribuição de cestas de produtos orgânicos. “Eu já exercia esse trabalho na antiga fazenda dos meus avós. Não foi fácil gerenciar tanta mudança, principalmente depois da maternidade, mas sempre pensei que a melhor escolha foi ter meu próprio micro-empreendimento, assim aprendi a dosar as prioridades da minha vida”, enfatizou Boyriven.
O que Andrea e Sophie têm em comum com milhares de outras mães itapetininganas é a transformação de ideais e anseios profissionais, após o nascimento de seus filhos e filhas. Esta é a maternidade que revoluciona, engrandece e fortalece muitas mulheres, que se tornam donas de seus próprios negócios, o que o mercado chama de Empreendedorismo Materno. O perfil destas mulheres, no caso em Itapetininga, é continuar ganhando seu dinheiro sem mexer muito na rotina da casa e principalmente dos filhos. Para isso, elas optam por empreender, gerenciar seus próprios horários e ter qualidade de vida. As itapetininganas tendem a se manter em suas antigas profissões ou ingressam nas áreas comerciais como, revender roupas, cosméticos e perfumarias de várias marcas, serviços de beleza, culinária, artesanatos e brechós.
“Trabalhar e cuidar da família; investir em tempo de qualidade; saber a importância da presença materna na casa e lutar por um ideal cheio de barreiras não é nada fácil. Acredito que temos nossa missão, a minha é lutar pela saúde das crianças e das famílias. Assistir partos respeitosos é uma satisfação imensurável”, concluiu Andrea.
“Acho que para os tempos atuais, ainda falta muito respeito e valorização da condição de mãe na nossa sociedade. Este é um trabalho árduo e preciosíssimo, por isso as mulheres precisam se unir e criar novas formas de conciliar trabalho e maternidade, com qualidade”, concluiu Sophie.
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