Dois médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Itapetininga foram demitidos na última terça-feira, dia 27, após a divulgação da foto de uma ambulância no casamento de um casal de funcionários durante o expediente de trabalho. O fato aconteceu no último dia 17, mas só veio a público nesta semana, depois que as imagens foram postadas em redes sociais. A demissão atingiu a médica que estava na ambulância e o médico que autorizou a ida à festa. O enfermeiro e o motorista que também estavam foram advertidos, mas permanecem no cargo. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
A ambulância aparece estacionada na cerimônia de casamento de um coordenador com uma enfermeira do Samu realizada no dia 17 de fevereiro numa chácara próximo a Rodovia Gladys Bernardes Minhoto (SP-129), em Itapetininga. Não há informações do período que a ambulância permaneceu no local, mas aparece em diversas fotos do casamento divulgadas nas redes sociais.
A gravação de uma conversa de rádio do Samu mostra que, no dia do casamento a médica pediu autorização para ir até o local da cerimônia para o médico regulador. “A gente não pode dar um pulinho lá dar uma olhada no casamento do rapaz?”, pergunta a médica. “Perfeito. Vai em QRV, vão em QRV”, responde o outro médico no rádio. QRV é uma sigla usada num código internacional de rádio que significa: “preparado”. O médico finaliza dizendo regulador: “tranquilo, lideres”.
Após as apurações, a médica que estava na ambulância e o médico regulador, foram demitidos. O motorista e o enfermeiro, que também estavam na ambulância que foi ao casamento, foram advertidos e permanecem trabalhando. Os noivos também poderão ser afastados se a apuração apontar que eles estavam cientes da ida dos funcionários até à festa.
A empresa que administra o Samu informou que houve quebra de protocolo, por isso os médicos foram demitidos, mas não houve prejuízo para o atendimento, pois a ambulância não foi requisitada no período em que permaneceu no evento. A punição não atingiu o motorista e o enfermeiro porque eles apenas cumpriram o determinado pelos médicos, aos quais são subordinados.
Em nota, a prefeitura disse que ao ter conhecimento dos fatos imediatamente notificou os responsáveis pela Regulação Regional do Samu para prestar esclarecimentos e para tomar as medidas cabíveis necessárias.
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