Os moradores do bairro do Moquém, localizado a 28 quilômetros do Centro da cidade, reclamam de obras paliativas feitas pela prefeitura na ponte que liga o bairro à rodovia Aristides da Costa Lobo, principal via de acesso do local. Segundo agricultores, uma reforma feita há cinco meses não resolveu o problema e prejudica o escoamento da produção, principalmente de cereais. Devido à insegurança, os caminhões que transportam a safra são obrigados a realizar uma rota alternativa.
O produtor de atemoia Valdir Tanabe conta que os moradores estão preocupados com a situação. “Recentemente, a prefeitura fez uma reforma, mas apenas trocou as madeiras da parte superior. Porém, não mexeu nos caibros e vigas que dão sustentação a ponte e as madeiras se encontram rachadas e apodrecendo. Ao passar os caminhões, a ponte treme”, conta.
Preocupado com a situação dos pilares, Tanabe conta que frequentemente, os moradores com medo de acidente, param caminhoneiros para alertar sobre os riscos de atravessar a ponte. “Uma placa para tentar coibir veículos acima de 10 mil toneladas foi colocada perto, mas ainda muitos se arriscam no local. Há risco de cair”, alerta o produtor.
Os moradores também se preocupam quando chove na região e com o ônibus escolar que precisa utilizar a ponte. Conforme relatos, a enxurrada da estrada desemboca e vai direto num dos pilares de sustentação. “Aliás, um pilar que estava podre foi retirado, o que possivelmente deixou a ponte bamba”, diz Tanabi.
Com medo, produtores rurais que precisam passar com trator para ir para lavoura são obrigados a desviar da ponte e dão volta pelo bairro do Tupi para evitar acidentes. O bairro do Moquém fica no triângulo que liga as cidades de Itapetininga, Angatuba e Guareí.
Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura nega que a reforma tenha sido feita apenas na parte superior da ponte. “Não foi feita obra parcial nas pontes que foram reformadas, o serviço foi completo. Restou uma que será também completamente reconstruída”, fecha o comunicado. Ainda conforme o órgão público, atualmente a pasta reforma uma ponte por mês.
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