A taxa de mortalidade infantil em Itapetininga manteve uma trajetória de elevação. Para cada grupo de mil crianças que nasceram vivas, 15,3 morreram antes de completar um ano de idade em 2013. O número é superior a 2012 quando a cidade registrou 14,8 óbitos para cada mil nascidos vivos. Os dados foram apurados pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
Em 2013, nasceram 2.156 crianças no município e ocorreram 33 mortes de bebês com menos de um ano de idade. No ano anterior, segundo a Fundação Seade, foram 2.097 nascimentos em Itapetininga e 31 mortes na faixa etária em que a saúde pública classifica como mortalidade infantil.
Conforme a Fundação Seade, a média de Itapetininga foi maior do que a média da Região Administrativa de Sorocaba que anotou, no período, 12,61 mortes para cada grupo de mil crianças e do Estado de São Paulo que registrou 11,5.
No período entre 2012 e 2013, ocorreu um aumento de 3,3%. Se comparado com 2011, quando a taxa de mortalidade infantil ficou em 10,8, o acréscimo alcança 41,6%.
Na região de Itapetininga, o menor índice é de Araçoiaba da Serra (2,4), Angatuba (3,3), Salto (8,9), São Miguel Arcanjo (9,5) e Capão Bonito (9,8). Já Sorocaba (12,6) e Tatuí (13,7). Nos últimos cinco anos, Angatuba é a cidade que apresentou a menor média. (Veja a tabela completa ao lado)
Ainda de acordo com a instituição Seade, a maior parte da mortalidade infantil ocorre na fase neonatal, em que os recém-nascidos têm até 28 dias de vida. Da Taxa de Mortalidade Infantil de 15,3 mortes para cada grupo de mil nascidos vivos em 2013, a fundação afirma que a taxa de 11,6 são óbitos neonatais. Desse número, 9,7 são precoces, ou seja, recém-nascidos foram a óbito com até sete dias de vida. E a taxa de 1,9 corresponde a mortes de bebê neonatal tardio, quando a morte ocorre após os sete dias completos, mas antes dos 28 dias de vida.
De acordo com médicos sanitários, a redução da Taxa de Mortalidade Infantil depende de ações básicas como as melhorias no pré-natal, em que as futuras mães recebem orientações para o parto e são verificadas as condições da gestante e do feto, Se a mãe tem algum agravante, como diabetes ou problemas cardíacos.
Os especialistas também recomendam melhorias no atendimento durante o trabalho de parto e assistência ao recém-nascido. Em Itapetininga, a maternidade do Hospital Regional não possui Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, voltado exclusivamente na atenção médica para os recém-nascidos que apresentam complicações em seu quadro clínico.
A atual maternidade não conta com equipamentos de urgência e emergência para atender as crianças pequenas. “Os 30 segundos da vida do bebê são os mais importantes, caso seja necessário reanimá-lo”, destaca a médica especialista em neonatal Andréa Lúcia Gouveia.
Ela aponta que o acompanhamento do pré-natal pode colaborar para queda. Nos casos das mães faltosas, a médica afirma que é necessário ter um serviço público que busque em casa as gestantes que não comparecem as consultas médicas marcadas com o ginecologista. A rede de proteção também se estende com aleitamento materno exclusivo até seis meses e que pode ser prolongado com outros alimentos até dois anos de idade.
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