Dez homens foram mortos em confronto com policiais civis após uma tentativa de roubo na região do Morumbi, Zona Sul de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos era procurado pela Justiça na investigação de pelo menos 10 assaltos a residências em Itapetininga.
O suspeito Mizael Pereira Bastos, também conhecido como Sassá, tinha um mandado de prisão preventiva por crimes cometidos na cidade, segundo Agnaldo Nogueira Ramos, delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade. Ainda de acordo com o delegado, a polícia descobriu que o grupo comandado por Mizael era especializado em roubos a residências.
“Depois de investigações, o identificamos e um mandado de prisão preventiva foi expedido. Investigações apontaram que ele era quem comandava um grupo que cometeu 10 roubos e furtos em Itapetininga. Um dos assaltos, inclusive, os criminosos renderam uma empregada doméstica e uma criança no ano passado. Na época, prendemos parte da quadrilha, mas ele conseguiu fugir”, afirma o delegado.
O delegado também explica que todos os crimes cometidos pela quadrilha em Itapetininga foram em residências, desde furto até roubo a mão armada.
Confronto
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a quadrilha morta no confronto com a polícia era responsável por mais de 20 furtos e roubos a residências em São Paulo. Não há relatos de sobreviventes entre os suspeitos. Nenhum policial do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), responsável pela operação, ficou ferido. Com os criminosos foram apreendidos 4 fuzis, 3 revólveres, 2 pistolas e munição.
De acordo com a SSP, na noite de domingo, dia 03, os policiais impediram um roubo no momento em que os criminosos haviam entrado no imóvel e rendido a família. Ao perceberem a presença policial, os bandidos fugiram e trocaram tiros, de acordo com a versão oficial da polícia.
Na fuga, o grupo usava dois carros e foi perseguido pelo Garra. Cinco criminosos foram baleados dentro de um dos carros, enquanto outros três foram mortos dentro do segundo carro. Outros dois suspeitos tentaram fugir correndo e foram atingidos na rua, fora dos veículos.
Os dez criminosos mortos foram atingidos por 139 tiros no total. Só um deles foi baleado 33 vezes. Outro criminoso levou 27 disparos, sendo 13 deles nas costas. Os tiros também deixaram marcas nos muros das casas, em portões, janelas e em carros de moradores estacionados naquela rua residencial. O número de ferimentos encontrados nos corpos dos ladrões está no histórico do boletim de ocorrência registrado pelo departamento de homicídios, que é responsável pela investigação de mortes em intervenções policiais.
A quantidade de disparos e as circunstâncias das mortes levaram a Ouvidoria da Polícia a requisitar investigação –da Corregedoria e da Promotoria– para apurar se houve algum tipo de irregularidade na atuação das equipes.















