O número de beneficiados do Programa Bolsa-Família (PBF) teve redução de 890 atendidos em novembro em Itapetininga. Passou de 6.240 famílias para 5.350, na comparação entre 2013 e 2014. Uma queda de 15%. Os dados são Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) que demonstra que 85,1% das famílias cadastradas com o perfil para receber o auxílio são atendidas. No município, no mesmo período, o repasse do governo federal foi de R$ 874 mil.
A maioria deixou espontaneamente declarando que sua renda já ultrapassava o limite de R$ 154 por pessoa, segundo o Ministério do Desenvolvimento. Os dados do órgão federal contrariam a alegação dos críticos do Bolsa Família de que o programa de transferência de renda estimularia os beneficiados a não procurar emprego e melhores condições de vida.
Na comparação com o mesmo período dos últimos cinco anos, 2014 é o ano que apresenta maior queda de beneficiários. Em 2010, Itapetininga tinha 5.575 famílias. No ano seguinte, 5.710. Mas este número aumentou nos dois anos seguintes. Eram 6.150 em 2012 e 6.240 no ano passado. Porém, neste ano recuou.
Os dados do MDS ainda revelam que até o último mês de setembro, 48.268 pessoas de Itapetininga foram registradas pela Secretaria da Promoção no Cadastro Único da Promoção Social com renda per capita que vai de zero a um salário mínimo, R$ 724.
Ainda entre os perfis socioeconômicos dos beneficiados, a cidade possui o cadastro de seis famílias que moram nas ruas, apenas duas recebem o auxilio do PBF. Entre os catadores de material reciclado são 132 registros nos quais 99 recebem o auxilio. Três das quatros famílias declararam no cadastro ter parentes em situação carcerária são atendidas pelo programa do governo federal.
Em relação às condicionalidades, o acompanhamento da frequência escolar, com base no bimestre de julho-agosto de 2014, atingiu o percentual de 97,68%, para crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos, o que equivale a 7.088 alunos acompanhados. Para os jovens entre 16 e 17 anos, o percentual atingido foi de 82,93%, resultando em 1.190 jovens acompanhados de um total de 1.435.
Atualmente, a concessão de benefícios financeiros pelo PBF considera famílias pobres aquelas com até R$ 154 de renda mensal familiar por pessoa, e famílias extremamente pobres aquelas com até R$ 77 de renda mensal familiar por pessoa. Segundo a Secretaria da Promoção Social, o Cadastro Único permite conhecer a realidade socioeconômica dessas famílias, trazendo informações de todo o núcleo familiar, das características do domicílio, das formas de acesso a serviços públicos essenciais e, também, dados de cada um dos componentes da família.
A inclusão da família no PBF para a concessão de benefícios é feita exclusivamente entre as famílias cadastradas no Cadastro Único. “No entanto, o cadastramento não resulta na imediata concessão do benefício. “Nem todas as famílias inscritas são incluídas no PBF, diz em nota a a secretaria da Promoção Social.
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