O hábito de fumar tem cada vez menos adeptos no Brasil. Pesquisa inédita do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que o índice de pessoas que usam cigarros e outros produtos derivados do tabaco é 20,5% menor que o registrado cinco anos atrás. Do total de adultos entrevistados, 14,7% disseram que fumam atualmente. Esse índice era 18,5% em 2008, conforme a Pesquisa Especial de Tabagismo do IBGE (PETab). A mudança nacional também ocorreu em Itapetininga. É o caso do morador de Itapetininga, Odilon Rosa de Rezende, que parou de fumar a cinco meses. Ele conta que fumava desde os 18 anos de idade.
“Parei de fumar e não pretendo voltar porque o cigarro destrói toda a saúde. Comecei a ser fumante quando eu tinha 18 anos de idade e fui parar apenas com 55”, fala. Rezende conta ainda os efeitos que o vício trouxe ao longo de sua vida. “Já tive vários problemas de saúde bem como a esofagite, que causa queimação no estômago por qualquer problema, no fígado e gastrite. Eu tomava remédios para todas essas doenças. Chegava a gastar na média R$ 350 só com diagnósticos, o equivalente a R$ 4.200 em farmácias da cidade”, declara o ex-fumante.
Rezende aconselha aos atuais fumantes que parem de fumar. “Aconselho a todos os que são adeptos ao cigarro hoje, a pararem de fumar e traçarem o mesmo caminho eu quis: mudar”, finaliza.
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) apresentada na última semana revela que os homens são os que mais usam produtos do tabaco. Entre a população masculina 19,2% fumam contra 11,2% das mulheres. A faixa etária com maior prevalência é de 40 a 59 anos, com 19,4%, enquanto os jovens de 18 a 24 anos apresentaram a menor taxa, de 10,7%.
“Essa redução de 20% no percentual dos fumantes em cinco anos é importantíssima. Não é uma tendência que se observa quando analisamos o ritmo de queda dos outros países. Isso mostra que a política antifumo no Brasil está tendo um sucesso muito importante. Se considerarmos que temos cerca de 200 mil óbitos por ano relacionados ao tabagismo, isso significa uma perspectiva de economia de recursos, de mais qualidade de vida. Com os dados da pesquisa, vamos poder aperfeiçoar as políticas de prevenção e as políticas que organizam o sistema de atendimento e avançar ainda mais na redução do tabaco e de outros fatores de risco à saúde dos brasileiros”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.















