“Bom dia meu povo: Chegou a saúde”. Assim, em voz tonitroante, ele, com largo sorriso no rosto, cumprimentava alegremente os pacientes que se encontravam para a devida consulta. Gente pobre a maioria, gente humilde acompanhada de crianças para o devido tratamento nos postos de saúde desta cidade.
Médico formado em conceituada escola, chegou a Itapetininga onde chefiou o departamento de Hanseniase local, em fins da década de 1940. O Posto localizava-se perto do estádio da Associação Atlética Itapetiningana.
Médico, afinal, após um curso onde a sua inteligência nunca desmereceu o sonho que almejava e, onde seu esforço não sofreu qualquer desânimo, se não fortalecer sempre numa vontade definitiva de realizar aquilo que pretendia – de saber e exercer a profissão que abraçou.
José Maria Gonçalves Bastos, desenvolveu a medicina num caminho árido e áspero, difícil e onde as desilusões, por vezes se sucedem. Sem dúvida, no entanto, seu valor e sua devoção, o seu interesse em atender pessoa de qualquer condição social foram cumpridas cristãmente.
Sua bondade superava todos limites possíveis. Tratava o ser humano com verdadeiro amor, tanto que no trabalho específico da hanseníase (lepra), fez cair por terra o preconceito que a população tinha contra a nefasta doença. Pertenceu a uma das Ordens Vicentinas dedicando-se totalmente a zelar pelos pobres necessitados e casos sociais – como restabelecimento de casais separados e auxilio às famílias dependentes de pais ou responsáveis enfermos. Sempre, nesta jornada, encontrava-se acompanhado de seu amigo Paulo Rage.
Funções semelhantes desempenhou no Lyon Clube, onde por muitos anos, presidiu a entidade, com competência, compreensão humana e idealismo.
Com cabedal incomum de cultura e conhecimentos, ministrou aulas na Faculdade da Associação de Ensino, sendo o primeiro a levantar a questão do “Meio Ambiente” e “Ecologia”, em suas agradáveis e instrutivas lições, também no saudoso Ginásio de Itapetininga. Durante dezenas de anos, escrever para o jornal “Folha de Itapetininga”, artigos e crônicas, abrangendo temas diversos. Foi um dos fundadores da Academia Itapetiningana de Letras, ao lado de Hiran Ayres Monteiro, Antonio Arthur de Castro Rodrigues, Mauro Leonel Silas Cardoso… Etc.
Como político esclarecido, transparente e de honestidade ímpar, por 3 legislaturas, através de significativa votação, exerceu o cargo de vereador deste município demonstrando oratória excepcional e apresentando projetos e requerimentos em favor da coletividade. Foi considerado um lídimo representante do povo. Pacífico, sereno e comedido em suas ações, jamais negou seus préstimos a quem quer que fosse, pois sempre esteve disposto a servir. Havia, também sempre em sua boca o perdão para o malfeito alheio, porque a sua bondade não compreendia a maldade dos outros. Ele era muito bom.
José Maria Gonçalves Bastos, aos 95 anos, morreu nesta última terça-feira, 26. Viúvo de Maria Isabel de Matos Gonçalves, deixa os filhos Elizabeth, Leonardo e Solange, além de parentes e amigos.
Sindicato Rural abre inscrições para cursos gratuitos de qualificação em Itapetininga
O Sindicato Rural de Itapetininga está com inscrições abertas para dois cursos gratuitos de capacitação profissional no município durante o mês de abril. As atividades oferecem certificado de conclusão e...















