O prefeito Luis Di Fiori (PSDB) entra no terceiro ano de gestão com o desafio de retomar obras paradas e cumprir as promessas de campanha. Os vereadores da situação apostam que as obras serão entregues até o final do mandato. Já para a oposição, o governo perdeu tempo demais na paralisação.
Para o vereador Milton Neri (Pros), que lidera o grupo de oposição, o prefeito perdeu muito tempo. “Eu acho que não dará tempo. A atual administração não tem projeto de governo e não programou as obras”, arrematou.
Já o vereador André Bueno (SDD) aponta que a gestão irá apresentar muitas obras. “Eu acredito que o Di Fiori irá surpreender a cidade”, conta. “Acredito que ele irá trabalhar muito”, disse.
Saúde
A saúde foi escolhida como prioridade de governo, porém somente nesta semana a prefeitura conseguiu abrir a licitação para a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que foi paralisada em 2012. Na licitação da segunda fase do Hospital Regional, aberta na semana passada, não apareceu nenhuma empresa interessada em participar da disputa. O que indica o problema não será resolvido a curto prazo, diz a oposição.
Hospital Regional
A licitação da segunda fase do Hospital Regional foi marcada para dia 26 de janeiro, mas nenhuma construtora apareceu. Conforme servidores da área, um novo edital deve ser lançado no prazo de 30 dias. Essa obra tem o custo estimado de R$ 1,9 milhão para a expansão de 1.126 m², conforme o edital de licitação.
O projeto prevê a construção da UTI Neonatal e sala de isolamento para recém-nascido, sala de parto natural, duas salas de parto cirúrgico, quatro salas de cirurgia, sala de esterilização, pré-parto, local de exames e sala de cuidados intermediários.
UPA
Entre as obras que devem ser concluídas pela atual gestão está a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Dois anos se passaram e nenhum tijolo foi assentado. A abertura de propostas da licitação só ocorre nesta sexta-feira, dia 6. A construção faz parte do Plano de Aceleração Econômica (PAC), do governo federal.
O antigo endereço era o antigo pátio do DER, mas agora foi alterado para o Parque Central 4L. No entanto, dois anos se passaram e nenhum tijolo foi assentado. A construção terá 1.346 m², segundo edital.
Ginásio
A reforma do Ginásio de Esportes Mário Carlos Martins avaliada em R$ 1,42 milhão, ainda continua paralisada, após dois anos de gestão Di Fiori.
Centro Cultural
A recuperação do Centro Cultural, no valor de R$ 328 mil, ainda permanece no papel. A situação do prédio é crítica.
Marginal dos Cavalos
Em 2013, a Prefeitura de Itapetininga desistiu do financiamento de R$ 3 milhões do BNDES para recuperar a Marginal dos Cavalos. O crédito havia sido obtido em 2012 pela gestão anterior, mas foi rejeitado pela atual administração. Diante da descontinuidade do projeto, os motoristas ainda convivem com trechos repletos de buracos e asfalto em precárias condições. A administração promete a conclusão para o final do ano.
Aterro Sanitário
Um novo aterro sanitário ainda permanece em estudos. Foi escolhida uma área no passado e depois descartada. O problema foi parcialmente resolvido, já que o lixo doméstico é “exportado” para outra cidade, mas com um custo de quase R$ 3,5 milhões por ano.
Postos de saúde
As unidades básicas de saúde da Vila Santana e Mazzei estão prontas, mas não têm funcionários. A prefeitura abriu concurso público para a contratação de pessoal, mas ainda permanecem fechadas.
Ainda estão paradas as construções do prédio da Delegacia Seccional. A ligação das marginais, onde seria construído o anel viário também faz parte da lista de obras que começaram no passado e que ainda não foram concluídas
Outro lado
A reportagem enviou e-mail para a prefeitura, mas até o fechamento da edição nenhuma resposta chegou até o fechamento da edição.















