O Clube Atlético Soroca-bana de Itapetininga (Casi) é uma das mais antigas agremiações da cidade e sua história sempre esteve atrelada ao futebol. Fundado em 11 de junho de 1945, neste ano a instituição completará 70 anos e, com poucos associados, sua sobrevivência econômica acontece por meio de locação de parte das instalações para eventos, aluguel de imóveis próprios e um convênio com a prefeitura.
As cores vermelha e branca do clube criado por funcionários da Estrada de Ferro Sorocabana nasceu após o terreno ser doado para que os trabalhadores tivessem uma área de lazer. Antigamente, para manutenção das dependências, vinha descontado do pagamento um valor para manter o custeio do local. Já em meados dos anos 90, uma piscina foi construída para agregar mais funcionários.
Única presidente mulher dos clubes de Itapetininga, a comerciante Maria Edenir Evangelista conta os desafios para manter a instituição em atividade. “Quando assumi em 2009, a parte administrativa estava complicada. Eram dívidas com funcionários, fornecedores e bancos. Então algumas atitudes tiveram que ser tomadas. A primeira foi referente aos aluguéis de imóveis que eram locados com valores muito abaixo do mercado”, relembra.
Mas para criar caixa, outras medidas tiveram que ser tomadas. “Os associados debandavam do clube. Os motivos são vários, o mais relevante é que com o crescimento econômico da população, eles passaram a consumir outro tipo de lazer. Então começamos a locar as dependências para grandes shows e parques e isso trouxe receita para pagar dívidas”, explica a presidente.
Atualmente, o Casi também mantém um convênio com a prefeitura que usa as dependências do clube para o desenvolvimento do esporte. O valor de R$ 1.780 ao mês permite as escolinhas municipais a realização de aulas de natação, atletismo e futebol. Porém, atividades que em outros tempos levavam o público ao clube dos ferroviários estão inativas. Duas delas são a bocha e a equipe amadora de futebol.
Museu dos ferroviários
Nas dependências do Casi também funciona o Museu Ferroviário de Itapetininga. No local uma antiga Maria Fumaça que rodou pelas bitolas da antiga estrada ferro Sorocabana e uma sala com peças antigas são atrações culturais oferecidas. Maria conta que o museu mantem viva a memória dos ferroviários da cidade, mas que sem apoio ou projetos que resgatem a história, poucas pessoas visitam o espaço.
A presidente do clube afirma que conseguiu colocar as contas da instituição em dia. “Agora é possível melhorar às instalações. Gostaria de pintar o prédio, fazer uma reforma na área da piscina e retornar com a equipe de futebol que faz parte da história esportiva de Itapetininga”, diz Maria. Ela também trabalha em busca de parcerias com escolas interessadas em opções culturais e de lazer.
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