O Produto Interno Bruto (PIB) de Itapetininga caiu 0,62% e marcou R$ 2,85 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada em que apresentou o PIB, que é soma de todas as riquezas produzidas por uma população pelo período de um ano. Como o levantamento de dados é demorado, o resultado divulgado é relativo a 2012.
O IBGE apresentou, em 2012, o número preciso de R$ 2.855.589. No ano de 2011, de acordo com o órgão, o PIB de Itapetininga era de R$ 2.873.688. Foi uma redução de R$ 18 milhões. Ou seja, a economia da cidade recuou 0,62%. Em 2010, o PIB marcou R$ 2.545.596. Se comparar 2010 com 2011, o avanço foi de estilo chinês com alta de 11,88%.
O economista Wagner de Souza explica que se levar em conta o crescimento a média dos dois últimos anos, é possível apurar um crescimento médio de quase 6%. “O que ocorreu em 2012 é que a economia se manteve e não houve nenhuma interferência para que pudesse elevar o PIB”, diz. Mesmo se foram revelados investimentos, eles apenas foram concluídos em 2013 e 2014.
“É um alerta para a prefeitura”, observa. Se a economia patina, a arrecadação de impostos também não avança. Com isso, a prefeitura não terá verba para projetos e obras. “Se os agentes políticos não se mobilizam para trazer novas indústrias, o governo não ampliará a receita. É um efeito dominó”, afirma.
“Por exemplo, a duplicação da Raposo Tavares não significa que surgirão fábricas. A SP-127 foi duplicada há mais de 15 anos e não há nenhuma indústria instalada às margens dessa rodovia”, lembrou. “No atual momento, a administração municipal tem alta responsabilidade para atração de fábricas. Precisa ser ativo, audacioso e criativo. Não pode ficar estacionado no tempo”, disse. “A cidade não tem incubadoras e não tem um distrito industrial de fato”, completa.
Souza explica que os investimentos tem um período longo de maturação. Como são os casos da ampliação da Duratex com investimento de R$ 480 milhões, mas finalizados em setembro do ano passado. As cooperativas Castrolanda e Batavo, com aplicação de R$ 120 milhões, só tiveram a conclusão da unidade fabril no final de outubro deste ano. A Toyoda, que irá fabricar air-bag e acessórios de borracha para veículos, terá a linha de produção iniciada em março de 2015, segundo informações preliminares.
Região
O PIB de mais três cidades da região também recuou. Guareí baixou de R$ 227.731 para R$ 206.449 no período. Campina do Monte Alegre também deu marcha ré em 2012 já que passou de R$ 113.642 para R$ 89.739. Sarapuí é outro município que teve reflexo negativo na economia ao cair de R$ 157.382 para R$ 141.126.















