Tanto no Estado de São Paulo como na região de Itapetininga, a área de produção de melancia aumentou na comparação entre 2013 e 2014. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA). O crescimento do cultivo da fruta, se comparado ao ano anterior, em área de produção foi pouco mais de 180% maior. Passou de 175 hectares para 495 hectares.
Porém, na contramão dos resultados estaduais a região de Itapetininga aumentou tanto em área de produção como na colheita. São 495 hectares divididos entre unidades produtivas para uma colheita de 18.420 toneladas, conforme o IEA. O crescimento do cultivo da fruta, se comparado ao ano anterior, em área de produção foi 180% maior. Porém, ainda está muito aquém da capacidade da região, apontam especialistas.
Dados do IEA registram que no ano de 2013 em todo Estado, a área de plantio era 6.438 hectares e passou para 6.666 hectares em 2014. Porém, a colheita registrou baixa. Ela passou de 184.339 toneladas de melancia para 179.814 toneladas neste final de ano. “O aumento na área produtiva e diminuição na colheita advém da estiagem que afetou as lavouras paulistas”, explica o engenheiro agrônomo do Cati, Luiz Carlos Carvalho Leitão.
Segundo engenheiros agrônomos, o crescimento da área de produção regional acontece principalmente por dois fatores: a proximidade com grandes mercados consumidores, como São Paulo e a alternativa econômica rápida, já que o plantio se desenvolve em período considerado de ciclo curto e contribuiu para conter os prejuízos da lavoura ocasionados pela seca.
O engenheiro agrônomo da Coordenadoria da Assistência Técnica Integral (CATI), Edegar Mascari Petisco, relembra que há alguns anos o cultivo do fruto não era favorável. “Lembro-me que até em postos de gasolina, fazia o abastecimento e ganhava melancia Porém, o cenário mudou e o crescimento dessa lavoura expandiu se pensarmos do ponto vista proporcional”, comenta.
Regional
“A melancia é uma cultura de ciclo curto. O agricultor planta conforme a demanda do mercado. No caso do município e da região, os resultados foram favoráveis, principalmente para o fruticultor que conseguiu irrigar a lavoura no inicio do plantio. Talvez, devido à seca que trouxe prejuízos para o campo, a escolha da melancia foi uma estratégia para fazer dinheiro rápido”, explica Edegar Mascari Petisco.
Ainda segundo Petisco, apesar da fruta ser de ciclo curto, na hora da colheita ela requer mão de obra. “Este também é um dos fatores que dificultam um aumento na área de produção, pois encontrar trabalhadores rurais para o serviço não é fácil”, alerta. Na região o município que mais colheu melancia foi Sarapuí com 9 mil toneladas, seguido por São Miguel Arcanjo com 4,2 mil toneladas e Capão Bonito com 2,5 mil toneladas de melancia.















