Os quatro candidatos a prefeito de Itapetininga afirmaram que não irão aumentar os impostos, caso vençam as eleições municipais de 2 de outubro. O próximo chefe do Executivo terá um orçamento estimado em R$ 436 milhões em 2017. A previsão é que ocorra um aumento de 11% na arrecadação se comparado com o que foi estimado inicialmente para este ano. Cada prefeiturável tem soluções diferentes para driblar a falta de recursos de algumas pastas.
Para o prefeito Hiram Júnior (DEM), a população não suporta mais aumento de impostos. “Impostos ninguém aguenta mais”, disse enquanto caminhava pelo bairro Gramado II com correligionários nas visitas aos moradores. Ele avalia que buscará a atração de empresas para incrementar a arrecadação da prefeitura. Contou que a instalação da Danone e a possibilidade que a Duratex retorne a produção são fatos que irão melhorar a entrada de tributos.
Por outro lado, ele reconhece que o orçamento é baixo se comparado com cidades do mesmo porte. Para atender uma população de 155 mil habitantes, a receita deveria subir para R$ 600 milhões anuais. “Vamos fazer mais com menos”, resume. Na prática, Hiram conta que pretende utilizar os servidores municipais como vem fazendo. “Está na folha de pagamento e já são contratados.”
Por outro lado, também irá trabalhar junto com outros prefeitos para melhor distribuição de recursos, por meio do Fundo de Participação do Município. Segundo ele, a frente de prefeitos tem reivindicado com o atual presidente da República o aumento de repasse. Além disso, quer enfatizar a busca de recursos nos Ministérios e com emendas parlamentares.
Simone
Ao lado de apoiadores, Simone Marquetto (PMDB) frisou que será necessário o trabalho de planejamento para cada setor. Ela conta que caso ganhe as eleições irá fazer a manutenção dos equipamentos, ao invés de comprar novos. “Temos que enxugar os gastos.” Aponta que os setores de esportes e cultura têm baixa participação no orçamento. Para atender a demanda dessas áreas quer criar um grupo para buscar emendas parlamentares nas esferas estadual e federal.
Também para driblar a falta de receita, ela diz que buscará recursos que ficariam nos Palácios do Planalto ou dos Bandeirantes, mas que poderiam permanecer em Itapetininga e revertido diretamente para a população. E também em parcerias com empresários para implantar projetos. Ela também descartou o aumento de impostos, mas avisou que irá combater a sonegação. “Amigo do amigo não paga. Isso vai acabar.”
Vitor
O candidato do PSOL, Vitor Oliveira, explicou que a arrecadação é baixa. “É menor que o orçamento de Itu de 2013 que foi de R$ 472 milhões. Isso sem a correção da inflação. O atraso no desenvolvimento da cidade impacta em um orçamento reduzido e totalmente dependente de receitas externas”, explica.
Ele pondera que é contra o aumento de impostos. “Seria desastroso para a população neste momento”, diz. “Acredito até mesmo que haveria um efeito inverso no caixa, pois haveria um aumento da inadimplência.” Para melhorar a arrecadação, ele diz que a prefeitura deveria estimular setores com potencial de crescimento com geração de emprego e renda, como a cadeia produtiva da agricultura. Em sua avaliação, a cidade poderia incentivar a manufatura do que é produzido aqui. “Aproveitamos muito pouco”, acrescenta.
“Vamos cortar os cargos comissionados em pelo menos 80%, e utilizar melhor os prédios públicos existentes, como por exemplo, as escolas municipais que passam as noites e os finais de semanas fechados, vamos abri-las para a população, para cursos, oficinas e práticas culturais e esportivas. A regra será eficiência e otimização do orçamento e dos espaços públicos”, explica.
Chico
“Faltam recursos, porém tem melhorar a arrecadação e a eficiência da máquina pública”, diz Francisco de Assis (PT) que também descartou o aumento de impostos municipais. Sobre a melhoria da eficiência, ele questiona as gestões municipais que “jogam asfalto em cima de ruas já pavimentadas”.
O caminho é apostar no desenvolvimento da cidade para ampliar a arrecadação. Em sua opinião, as pequenas e médias empresas são capazes de gerar receita. “Grandes empresas não virão em período de recessão”, diz. Temos que organizar as cadeias produtivas que já estão na cidade a partir do agronegócio. Incentivar novas empresas. “Além disso, combater a sonegação com fiscalização rigorosa”, completa.















