O tratamento de esgoto em Itapetininga é ineficiente, segundo relatório apresentado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O resultado foi um dos fatores por Itapetininga ficar entre as 30 piores cidades do Estado no Ranking Município Verde Azul do Governo do Estado. De acordo com o monitoramento do sistema, os laudos de análises revelaram uma eficiência de remoção da carga orgânica de apenas 5% e uma redução geral de apenas 4%. (Veja as respostas da Cetesb e Sabesp na integra na coluna Correio do Leitor, página 3).
O sistema de tratamento de esgoto é operado pela Sabesp e composto pelas Estações de Tratamento da sede e dos distritos de Morro Alto, Conceição, Rechã, Tupy e Gramadinho. Segundo a Sabesp, o sistema coleta 91% do esgoto produzido pela população que é encaminhado para as estações de tratamento.
A cidade gera uma carga orgânica de 7.600 kg de Demanda Biológica de Oxigênio (DBO) por dia. Desse número, apenas 300 kg é tratado e a carga remanescente de aproximadamente 7.300 kg é lançada no rio Itapetininga diariamente. Ou seja, 96% vai para o rio sem tratamento e a remoção da carga poluidora ocorre em apenas 4% . Segundo a Cetesb, essa situação pode levar à mudança de classificação de tipo de rio por se tornar mais poluído.
O Indicador de Coleta e Tratabilidade de Esgoto da População Urbana de Município (ICTEM), calculado pela Cetesb, emitiu nota para cidade de 3,32 numa escala de zero a 10. O resultado foi um dos fatores por Itapetininga estar entre as 30 piores cidades do Estado no Ranking Municipio Verde Azul do Governo do Estado.
Autuação
De acordo com a Cetesb, em função dos problemas detectados, a Sabesp tem sido autuada. O órgão cobra uma solução até 2015. “Em anos anteriores, o município obteve pontuação de 7,5, a qual teve considerável queda, por falta de manutenção do sistema, a qual esperamos estar solucionada para o ano de 2015, sob pena da aplicação de novas penalidades”, afirma a Cetesb.
Segundo o órgão, o cálculo do ICTEM leva em consideração as variáveis população atendida – (91%), relação do esgoto tratado em relação ao coletado – 100%, desenquadramento ou não do corpo receptor, destinação adequada ou não dos lodos da limpeza do sistema e principalmente da redução geral da carga orgânica lançada, a qual foi muito baixa, já que o sistema obteve uma nota de 3.32.
Outro lado
Por meio de nota, a Sabesp informou que está investindo R$ 1,5 milhão na melhoria da operação da estação de tratamento de esgoto de Itapetininga. “Os trabalhos serão concluídos em 60 dias, aproximadamente”, prometeu. “Vale ressaltar que o município de Itapetininga dispõe de um sistema de tratamento de esgoto composto por duas lagoas aeradas e três lagoas de sedimentação. O índice de cobertura de esgotos é de 97% e de tratamento, 100%. Essa cobertura coloca Itapetininga como um município universalizado”, afirma a nota.















