Diferente da Gladys Bernardes Minhoto (SP-129), o trecho da Raposo Tavares (SP-270) entre Itapetininga até Campina do Monte Alegre grita pela duplicação. Enquanto nada é feito no local, os acidentes deixam vítimas fatais. Somente nesta semana, foram duas mortes. Na última terça-feira, dia 11, um acidente entre um carro e dois caminhões matou uma pessoa e deixou duas feridas.
De acordo com a Polícia Rodoviária, o carro teria invadido a pista contrária para ultrapassar um dos caminhões, mas outro vinha na direção contrária. Para evitar a colisão, o motorista jogou o carro para o barranco enquanto o caminhoneiro teria desviado para a outra pista, batendo de frente com o caminhão ultrapassado. O motorista de um dos caminhões morreu no local. Duas pessoas foram levadas para o hospital com ferimentos.
As colisões frontais e laterais são as principais causas de morte e acidentes na rodovia que ainda é de pista simples apesar do volume de tráfego chegar em alguns trechos a 8.637 veículos em 2013, segundo o site oficial do Departamento de Estradas e Rodagem. Dentro dos parâmetros técnicos de engenharia, conforme a reportagem apurou, quando uma estrada chega a esse patamar de fluxo, a solução mais indicada é a duplicação.
Soma-se a isso, a importância estratégica da rodovia Raposo Tavares que com a sua duplicação ajudaria a integrar a região sudoeste paulista e norte do Paraná, ambas com grande vocação agrícola, com os grandes centros de consumo e de exportação. Além de abrir a possibilidade de novos negócios com a dinamização da economia dessas regiões.
Outro lado
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informa que está em fase de elaboração, o projeto para obras de melhorias de 204,8 quilômetros da SP-270, entre Itapetininga a Ourinhos.
Segundo o governo estadual, o projeto prevê que a rodovia seja duplicada apenas nos trechos urbanizados, ou seja na extensão que corta as cidades. “Nos demais trechos, a SP-270 deverá receber acostamentos e terceiras faixas”, afirma.
O valor orçado das obras é de R$ 410 milhões, a serem financiados pelo BID. Somente após a conclusão do projeto, previsto para o final de 2015 ou início de 2015 é que o cronograma da obra deverá ser definido. O prazo de execução das obras é de 24 meses.
Com prazo semelhante, as obras de duplicação e melhorias da SP-129, entre Porto Feliz, Boituva e Tatuí, também deverão ser iniciadas em 2015, após conclusão do projeto executivo, em fase de elaboração. O prazo de execução das obras é de 18 meses.
Contraditoriamente, a nota do governo diz que não somente o movimento de veículos de uma rodovia é utilizado para definição das obras necessárias. “Outros quesitos, como urbanização do entorno, existência de universidades, distritos industriais entre outros pontos também são avaliados”, diz o governo em nota.















