A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) deve ficar pronta em outubro deste ano, mas os pacientes começarão a ser atendidos só em 2017. Quando entrar em operação, a UPA alterará o funcionamento do Pronto Socorro Municipal e modificará até a relação com as unidades básicas de saúde. Após a conclusão, segundo o secretário de Saúde, Fábio Nascimento, os recursos para equipamentos só são liberados 45 dias após o término da obra.
“A UPA é extremamente eficiente, mas extremamente cara”, compara o secretário. Não foram projetados os gastos com folha de pagamento. Até março, Nascimento explica que terá o impacto financeiro dos gastos. Será necessário avaliar se a UPA será terceirizada ou tocada com servidores municipais efetivos. Cerca de 10 mil atendimentos mensais feitos no Pronto Socorro Municipal serão transferidos para a futura UPA, que é construída na Avenida Nisshimbo, no bairro Central Parque 4L.
“Não há estudos de quanto irá custar. A futura unidade será custeada com dinheiro que será retirado do atual contrato do São Camilo, da transferência do Ministério da Saúde e o restante do Município. Não há ainda o valor”, explica. Ele calcula que atualmente o atendimento do Pronto Socorro Municipal custe R$ 800 mil. De acordo com o secretário, deste valor será necessário separar os custos com pacientes do Pronto Atendimento daqueles da emergência que irão continuar no Pronto Socorro.
“O Pronto Socorro Municipal irá continuar, mas com as portas fechadas. Só para o atendimento de emergência que primeiro passará pela futura UPA”, explica. Por outro lado, os pacientes da UPA serão encaminhados para os postos de saúde, com pré-agendamento para continuar o tratamento médico.
Atualmente, ele deixa o PSM com uma receita médica e tem que buscar o agendamento por sua própria conta. “A UPA irá organizar todo o sistema de saúde. É a excelência de atendimento, mas isso custa caro. Muitos municípios não conseguiram custear. A saúde pública é subfinanciada”.
A responsável pelo núcleo de planejamento da saúde, Elisabete Gabriela Gonçalves Pagoto, explicou que a UPA irá melhorar o acolhimento (atendimento). Uma assistente social irá acompanhar se o paciente foi atendido na unidade básica de saúde. Após receber alta da UPA, ele será redirecionado para participar de programas de prevenção com pré-agendamento no posto. “O fluxo hoje é confuso”, relata.















