A demolição em marcha

A cidade se transforma a cada dia que passa. Sua história é reeditada por empresas especializadas que em poucos dias, ou horas, colocam abaixo construções antigas ou, por vezes, recentes, que afinal, representavam, certamente, patrimônio do município, ou então imóveis de saudosas memórias.

Esse cenário já se tornou comum na cidade. O serviço é feito com tal presteza, que muitos não conseguem nem saber do ocorrido. Percebem o fato quando casualmente transitam pelas ruas e se deparam com o vazio que se tornou o local onde se encontrava o prédio colocado na terra.

Acontece tanto nas ruas comerciais, como a Campos Sales, Virgílio de Rezende, Silva Jardim e em outras vias públicas consideradas residenciais ou comércio pouco expressivo.
Nos os últimos anos , no eixo comercial atuante, um dos mais movimentados da cidade, foram ao chão as residências das famílias Plínio fontes e a de Ramiro Vieira de Moraes, saudoso gerente do extinto Banco Comercial do Estado de São Paulo.
Também foram demolidas duas antigas capelas. Uma anexada ao então Asilo São Vicente de Paula, próximo à Santa Casa de Misericórdia de Itapetininga, hoje o Hospital Regional. A capela, construída em 1938 e reformada em 1954, outra na Vila Camarão, que se transformou em Oficina mecânica. Mas como cantava o saudoso Nelson Gonçalves, em uma de suas músicas inesquecíveis, “mas que fazer, não pode haver retrocesso, diante da força do progresso…. meu coração silencia”.

Lamenta-se, até hoje, o desaparecimento do atraente palacete situado na esquina da Campos Sales com a rua Júlio Prestes, de propriedade do Cel Candóca e a bela e sedutora casa do professor Antônio Antunes Alves, no largo da Matriz, onde hoje já ostenta um enorme edifício que cobre a torre da Catedral.

Na definição do lembrado artista plástico Antônio Arthur de Castro Rodrigues, “um colírio para os olhos e um encanto para a praça”. A velha sede da Companhia de Energia, também demolida, onde se constrói um centro comercial, assim como a sede do Cometa.
O hábito de derrubar prédios ou casas antigas, localizadas em variadas ruas, tornou-se cultura itapetiningana e os terrenos são destinados, geralmente a estacionamentos ou então em insonsos barracões pré-fabricados, com portas de vidro, para estabelecimentos comerciais, templos religiosos ou outras atividades. Quase nada sobrou de nossas velhas construções, a não ser o Centro Cultural, as Três Escolas , na Peixoto, quatro ou cindo casarões próximos à Praça da Matriz e ainda o Solar dos Rezende em profunda decadência.

Lembra-se que determinado construtor de Itapetininga, num remoto passado, sugeriu ao então prefeito da época, que colocasse abaixo o prédio que atualmente abriga o Centro Cultural, no Largo dos Amores e, também, a Igreja do Rosário, para que as áreas dessem lugar à conjuntos habitacionais. Considerando o pedido esdrúxulo e sem sentido, o então prefeito descartou o infundado pedido. Ainda bem.

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