A estrela Dalva

Foi em 2010. Já no início, em janeiro, a TV Globo colocou “no ar” a minissérie “Dalva e Herivelto”, em cinco capítulos, de 04 de janeiro a 08 do mês citado, para a felicidade de segmentos de brasileiros com 60 anos e mais. Com todo o cuidado possível (cenografia, vestuário, cor, comportamento da época, história, interpretação de atores, músicas e outros requisitos) a citada pequena série teve altos pontos de audiência para o horário das 22h30 da noite, assistida até mesmo por quem tinha menos idade de 60, até para a surpresa da direção da emissora do “plim-plim”. Mas vamos nos ater na principal personagem feminina do enredo, ou seja, Dalva, sim, Dalva de Oliveira, uma das mais aplaudidas cantoras do rádio brasileiro, entre 1940-1970, por aí. Dalva, interpretada (admiravelmente) pela atriz Adriana Esteves teve uma vida perfeita para a biografia, enredos, para o cinema, teatro, televisão, jornais, revistas e outras formas de comunicação. Dalva, nascida em Rio Claro, interior paulista em 1917, teve uma infância e adolescência sacrificada pela falta de recursos econômicos da família.
No cartório recebeu o nome de Vicentina Paula de Oliveira e mesmo com a falta de roupas, sapatos, comidas, brinquedos, era uma menina normal (segundo a família) principalmente quando, mesmo sendo menina, acompanhava o pai, Mário, nas serenatas da cidade paulista, cantando as canções da época (1924-1925). Com a morte de seu pai, a mãe mudou-se para São Paulo com as três filhas, uma delas, Dalva (ou Vicentina) com oito anos de idade e na adolescência foi ajudar a mãe (Alice) em empregos que exigiam mão de obra: empregada doméstica, babá, faxineira, cozinheira, arrumadeira, sempre cantando nos seus afazeres. Em 1934, com 17 anos de idade mudou-se para o Rio de Janeiro com sua mãe, indo morar num cortiço. Logo estava concorrendo nas dezenas de “horas de estudantes” de várias rádios cariocas. Daí, começou uma carreira profissional cantando em emissoras de rádio, teatros e até em circo onde conheceu o homem que iria mudar sua vida.
Herivelto Martins, cantor e compositor (interpretado muito bem por Fábio Assunção na dita minissérie). Ele fazia dupla com Nilo Chagas, de nome “Duo Preto e Branco”. Nestes tempos difíceis, final da década de 1930, Herivelto convidou Dalva para formar um trio, o “Trio de Ouro”, sempre cantando música popular brasileira. Herivelto praticamente criou a futura estrela do rádio brasileiro em seu período dourado. Por imposição de Herivelto, Dalva passou a usar vestidos longos em suas apresentações, cabelos cortados de acordo com a moda, maquiagem suave, apenas um colar no pescoço, poucas pulseiras e anéis de maneira que as plateias prestassem atenção somente na sua voz, principalmente em seus solos. Uniram-se, tiveram dois filhos e aconteceram as brigas, muitas. A separação ocorreu no final da década de 1940, com (muitas!) acusações e xingamentos. Visto, surgiram canções que se tornaram “clássicas” no cancioneiro brasileiro. Principalmente as cantadas por Dalva e feitas por outros compositores como: “Tudo acabado”, “Errei sim”, “Que será?”, “Calúnia”, “Palhaço”, “Fim de comédia”, entre outras. Ela foi eleita “Rainha do Rádio” em 1951. Em 1965 sofreu um terrível acidente de carro e morreu em 1972 com 55 anos de idade.
Mas sua voz permaneceu intacta entre seus milhares de admiradores. Ainda.
Antes de partir, ela gravou “Bandeira branca”.

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