A Intertextualidade Teológica em Dom Casmurro

Machado de Assis, o maior escritor brasileiro, na sua obra “Dom Casmurro”, colocou, nos lábios de Bentinho, a promessa de rezar mil padre-nossos. Aliás, recebi o título de Mestre em Comunicação e Letras e, para receber tal grau, entre outros misteres, escrevi uma monografia com o seguinte título: A Intertextualidade Teológica em Dom Casmurro.
Os reformados afirmam que a oração é um santo oferecimento dos nossos desejos a Deus, com a confissão de pecados e um agradecido reconhecimento de suas misericórdias. Ensinam que “toda Palavra de Deus é útil para nos dirigir em oração, mas a regra especial de direção é aquela forma de oração que Cristo ensinou aos seus discípulos e que geralmente se chama Oração Dominical” e para os não reformados, Padre Nosso ou Pai Nosso, numa linguagem evangélica.
O Pai Nosso não é uma reza. É um modelo de oração. Jesus, atendendo um pedido dos discípulos, disse: “Portanto vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, ” e por aí vai. Os reformados usam a segunda pessoa do singular e não a segunda do plural. O prefácio da prece, como salienta o Catecismo de Westminster, ensina que nós devemos orar a Deus, aproximando-nos dele com toda a santa reverência e confiança como filhos a um Pai poderoso e pronto para nos ajudar. O prefácio ainda nos ensina a orar com os outros e por eles.
A oração do “Pai Nosso” em si não tem eficácia. O poder quem tem é Deus. Adonai, o Supremo Criador, se for de sua santa e bendita vontade atende o suplicante. Tenho visto pela televisão os jogadores de futebol abraçados e numa roda, recitando o “Pai Nosso” como se a oração tivesse um poder miraculoso.
A oração do Pai Nosso é usada, também, na liturgia, no término de um culto. É válido, se ela for feita com sinceridade, meditando em cada petição. Há seis petições, como sejam: “Santificado seja o teu nome. ” Nesta petição pedimos para que Deus nos habilite a glorificá-lo em tudo aquilo em que se dá a conhecer. Na segunda, pedimos para que o reino de satanás seja destruído e que o reino da graça seja adiantado. Na terceira petição pedimos para que a vontade de Deus seja feita na Terra como é no Céu. Pedimos, também, que a sua graça nos torne capazes e desejosos de conhecer a sua vontade e de obedecer como fazem os anjos. Na quarta petição pedimos que da livre, dádiva de Deus, recebamos uma porção suficiente das coisas boas desta vida e gozemos com elas das suas bênçãos, como o pão diário. Na quinta, pedimos para que, Deus por amor a Cristo, nos perdoe gratuitamente os nossos pecados e nos habilite a perdoar de coração ao nosso próximo. Na sexta, pedimos para que Deus nos guarde de sermos tentados a pecar, ou nos preserve e nos livre quando formos tentados.
É uma oração modelar, linda, porém é um modelo de prece e nada mais.

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