A lenda do rock

Assisti, no último sábado, dezesseis, num dos cinemas do Itapetininga Shopping, um filme biográfico sobre a vida e a carreira de Elvis Presley, um dos iniciadores do “rock and roll” e que foi fundamental para o aparecimento deste ritmo norte-americano no mundo dos espetáculos, tanto em sua pátria como no resto do mundo.
Esta visão cinematográfica (já houve outras) foi dirigida por Baz Luhrmann (o mesmo diretor de Moulin Rouge”, “Romeu e Julieta”, “O Grande Gatsby”) e com Austin Butler como Elvis, e o veterano Tom Hanks como seu empresário Tom Parker. Aliás, “Elvis” tem como seu principal personagem Tom Parker que narra e protagoniza o filme e que, foi acusado de ser o principal causador da morte precoce de Elvis Aaron Presley em 1977, aos 42 anos de idade. Tom Parker (Tom Hanks) passa o filme inteiro se defendendo das acusações e tenta provar que Elvis, nos seus últimos anos, intoxicou-se de barbitúricos ou remédios para acalmar ansiedade, “stress”, problemas financeiros e de ser um dos maiores ídolos norte-americano e mundial do “rock”, por certo o maior. Não tinha sossego em sua vida pessoal, sempre perseguido pela multidão de fãs que corriam atrás dele o tempo todo. O contravertido Tom Parker (magnificamente interpretado por Tom Hanks) tenta mostrar em sua narrativa que o cantor, mais do que tudo amava o palco e o “show business”. Sua maior felicidade era estar num tablado com músicos e o coral, cantando para a plateia sempre e sempre lotada que ia vê-lo.
Sua vida era cantar, tanto o “rock”, como baladas, blues, gospel (influência da cultura negra norte-americana). Em cada espetáculo deixava muito suor e alguns quilos nas madeiras do palco.
Mas o filme de Baz Luhrmann não fica só nisso, vai bem mais além e mostra aspectos conhecidos da cultura norte-americana, como o racismo violento de alguns Estados norte-americanos como o de Tennessee (onde nasceu Presley). Nascido de uma família sem grandes recursos econômicos, desde garoto residia num bairro habitado por negros, na cidade de Memphis. E desde criança passava a ouvir os “spirituais” e “gospel” dos cantos deles nas igrejas e bares noturnos.
Isto influenciou sobremaneira a maneira de cantar de Elvis, que por ser branco tinha até certa liberdade de movimentar-se (principalmente os quadris) durante a canção, até de maneira erótica. Mas, a medida que vai ficando mais conhecido, surgem censuras sobre sua maneira de interpretar suas músicas. Daí entra em ação Tom Parker para diminuir o conflito entre o artista Elvis e parte de uma sociedade regionalista conservadora. Presley assina contratos com gravadoras de discos ainda artesanais até assinar contrato com a poderosíssima RCA e vender milhões (e milhões!) de discos (na época em 78 rotações e long-plays).
Elvis queria toda a liberdade para interpretar e seu empresário queria impor limites tornando-o um cantor comum. Quando o cantor planeja uma longa excursão artística pelo mundo (talvez viesse no Brasil) o empresário convence-o a ficar em Las Vegas, Nevada, durante anos cantando num famoso hotel.
O diretor Baz Luhrmann aborda numa América violenta com os assassinatos de líderes como Martin Luther King e Robert Kennedy, ambos em 1968. Assim como a separação do cantor com sua esposa Priscilla e filha Lisa Marie como marido e pai sempre ausente.
Mesmo para quem não acompanhou ou não conhece Elvis Presley, o filme é bastante convincente, bem dirigido e interpretado, mostrando uma interessante face da cultura norte-americana na segunda metade das décadas de 1950, 1960, 1970. Vale muito a pena! The end.

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