A “Palmira que não foi Massacrada”

Há muito que os jornais e toda mídia noticiam que o governo da Síria acusa o Estado Islâmico (EI) de massacrar pessoas em Palmyra, a maior parte de mulheres e crianças e prepara um contra-ataque para retornar o local dos extremistas islâmicos.
Pela primeira vez Palmyra surge na imprensa mundial; a cidade constitui um dos seis lugares sírios incluídos na lista de Patrimônio da Humanidade da Unesco, e também uma das principais atrações turísticas do país e da região.
E nós, afinal o que temos com a chacina de Palmyra, tão longe do sudoeste paulista e sequer, hoje, possuímos qualquer descendente daquele país? Palmyra existe, no entanto, no munícipio de Itapetininga há exatamente 60 anos, quando então foi implantada no centro vital a Vila Palmira (sem y), uma curta travessa da rua Quintino Bocaiuva com o final da rua Júlio Prestes.
D. Palmira, de saudosa memória, que leva o nome deste local, foi esposa de um dos prefeitos da cidade na década de 1930, Abílio Ayres de Aguirre. Pecuarista , personalidade de conceito e grande prestígio no Estado, tinha parentesco com o Bispo de Sorocaba D. Aguirre, mantinha a residência senhoril – antiga residência de Godofredo Belfort – com quintal de imensa vastidão, coberto de árvores frutíferas e que alcançava parte do Ribeirão do Chá – atual marginal do Chá.
Na acolhedora residência, frequentada por grande número de pessoas, destacavam-se os vizinhos, considerados amáveis: Gumercindo Soares Hungria – da Casa Zebú – Miguel Pucci; Pedro Rogacheski; Arthur Pie; Jota Messias; Francisco Rosa; família Trench ; Plinio Tambelli; Fernando Maciel; família Rezende e outros.
D. Palmira, toda solícita, quase gratuitamente, fornecia aos vizinhos leite fresco, produto obtido da ordenha de vacas criadas no próprio quintal. Pouco tempo depois, toda propriedade foi transformada em loteamento e a primeira construção foi a de seu filho Aylton Ayres, comprada posteriormente pelo funcionário do DER (Departamento de Estradas e Rodagem) José Garcia, hoje, em poder de sua nora Luciana Marelleto Garcia.
Logo após, Brahim Saad, ergue um atraente palacete que teve como inquilino Laluna e depois adquirida pela família de Saturnina Rios Martins. Em razoáveis áreas foram edificadas residências, tendo como moradores Epaminondas Ambrósio (hoje ocupado por Ruth Ambrósio); a de Alberto Isaac, tendo como vizinhos Rafael Orsi – hoje alugada pelo empresário e funcionário da Justiça José Benedito; casal Laudo e Shirley do Banco do Brasil, adquirida pelo casal Carlos e Lourdinha; engenheiro Aylton Vilaça; João Martins (do DER, residindo hoje sua filha Maria Dulce e Milton) finalizando com a família de Plinio Tambelli, e filhos, além da última construção ocupada por Mikei Soares.
Cobiçada pela localização, próximo à zona bancária e ao comércio em geral, vizinha dos clubes sociais e catedral, com estacionamentos para carros em áreas próximas, além de escolas acessíveis, a Vila Palmira com tranquilidade e sossego foi taxada como rua das áreas das mais caras de Itapetininga. Moradores com educação aprimorada, convivendo em clima amistoso e fraternal em verdadeiro espírito cristão, lembram-se ainda que “no cair da tarde, ao badalar da Ave-Maria, invariavelmente, ouvia-se suave melodia executada pelas mãos de d. Dulce Hungria – esposa de Gumercindo Hungria – deixando todos enternecidos, como recebendo mensagens divinas”.

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