A Vida no Seminário

Fui seminarista, mas antes, no ginásio e no colegial, fui aspirante ao Santo Ministério, depois, fazendo Teologia e Filosofia, eu me tornei seminarista. O Seminário é uma casa de santos, no sentido próprio da palavra, uma vez que todos vivem separados do mundo e da vida mundana. Todos, no entanto, eram frutos do pecado. Uso, agora, o linguajar do salmista Davi: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe”. Todos eram pecadores, porém almejavam à santidade, sendo que alguns mais e outros menos. Ninguém é puro neste mundo. Paulo, o apóstolo dos gentios, discorrendo sobre a justificação pela fé em Jesus Cristo, afirmou: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. O ser humano desde a mais tenra idade sabe o que é certo e o que é errado. Todos possuem “a lei divina gravada no seu coração, testemunhando, também, a consciência e os seus pensamentos, mutuamente, acusando-se ou defendendo-se”, como afirmou o discípulo mais célebre de Gamaliel.
Diante de tudo isso, alguns demonstravam a velha natureza, usando, no seminário o “bullying”, palavra inglesa, atualmente, usada para certas brincadeiras. Havia o canguru, o gambá, o pisa manso, o monge, o Zé bonitinho e outros apelidos. Alguns não se importavam e ficaram lá até receberem o título honorífico de Reverendo ou Pastor; outros, no entanto, perderam a vocação, todavia não deixaram de ser piedosos, membros da igreja, diáconos e presbíteros regentes.
Sempre houve “bullying”, mas, atualmente, alguns jovens apelam para a violência, chegando-se às vias de fato. Que tristeza!
Depois do lado negativo, agora o lado positivo. Os seminaristas enfrentaram tudo com alegria, risos e mais risos, crescendo na graça e no conhecimento de Deus. Todos sabiam que a santificação é um processo e não um ato. Sabiam, eu apelo, agora, para a Metafísica, que Deus é Ato e o homem é potência, isto é, Deus é puro, perfeito, porém o homem tem a capacidade de se aperfeiçoar. Nunca vi um seminarista fumando, usando drogas, furtando ou tentando tirar a vida do colega. Todos, até mesmo os que perderam a vocação para o santo ministério, se tornaram bons cidadãos e bons membros da igreja. O seminário é uma peneira.
Sara, esposa de Abraão, o patriarca da fé, ficou com medo do “bulllying”, quando ficou sabendo que Deus dissera que ela seria mãe aos noventa anos e disse: “Deus me deu motivo de riso, e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo”. Ela já sabia como enfrentar a zombaria, rindo, juntamente, com aqueles que iriam rir dela. Eis, aí, como se vence um “bulllying” com aquele que critica ou ridiculariza de você. Ri com quem ri de você, uma vez que todos possuem defeitos e ninguém é perfeito.
“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”, palavras paulinas.

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