Carlinhos foi a voz da cidade

Na penúltima segunda-feira, Itapetininga perdeu uma de suas maiores expressões no quesito Comunicação. Poucas como ele expressou está cidade através da mídia falda, escrita e depois televisionada. Principalmente na falada, através da Rádio Difusora desde o final da década de 1940 até o finzinho década 1990 (1999) por aí. Também nos jornais do Grupo Folha, como “A Tribuna Popular e Folha de Itapetininga”. Mas foi na imprensa falada (o rádio) que ele Carlinhos tornou-se conhecido. E na Difusora, a partir de 1948 (ou 1949) que desempenhou todos os papeis que um radialista percorre: desde selecionar da discoteca, disk-jockey, locutor comercial, do prefixo da rádio até chegar ao noticiário da emissora. Junto com Francisco Alves Vei, eram ouvidíssimos tanto no “Jornal do Meio Dia”, como no da noite. As notícias locais pareciam serem mais verdadeiras quando eram dadas nestes jornais falados. E tais noticiários concorriam com o melhor das rádios cariocas e paulistanas. Sua voz parece ter ficado no inconsciente do povo itapetiningano daí ele ser chamado para falar em outros ambientes, como convenções, exposições, apresentação de políticos e personalidades que visitavam esta cidade. Nada de importante havia nesta cidade sem a presença de Carlos José. Em 1949 formou-se professor primário (hoje fundamental I) e tornou-se professor substituto no então Grupo Escolar “Major Fonseca”. Na época formar-se no Magistério (Curso Normal) era um privilégio para moças de classe média econômica (quase obrigatório) e para os rapazes (pois não havia uma diversidade de profissões) Também não havia escola de jornalismo (a não ser a famosa “Casper Libero” mas em São Paulo). E estudar na capital era difícil para quem morava no interior, além de caro. Carlinhos resolveu enfrentar a comunicação “na raça”. E continuou militando na Difusora, primeiramente como o Grupo Rossi e depois como o Grupo Abrão. E essa venda para a imprensa até para a paulistana como na “Gazeta” e na “Gazeta Esportiva” (que não existem). E aos poucos começou a viajar pelo Brasil e Mundo. A primeira vez que foi a Europa, na volta teve que dar palestras para seus conterrâneos pois Paris, Roma, Madrid e outras e outras era um sonho quase inatingível. Esteve em cinco continentes e conheceu setenta países (por aí). Mas sua cidade preferida (além de Itapetininga) sempre foi Paris. Além de radialista, Carlos Jose de Oliveira teve outros (muitos!) cargos. Um deles juiz de menores. Vigiava os menores que tomavam bebidas alcoólicas, jogavam bilhares e cartas em recinto públicos. Nos cinemas ele vigiava se menores de idade entravam em filmes proibidos. Em 1958 passou no Cine Olana (depois Itapetininga) o premiadíssimo “Juventude Transviada” com o ícone da época James Dean. O filme era proibido para menores de dezoito anos. e quem não tinha idade, não entrou. Para a tristeza de um grande grupo de jovens que ainda não tinha esta idade e queriam ver mito (na época já era) James Dean. Para Carlinhos, a lei era acima de tudo…

Se fato é foto…
O Itapetiningano Bruno Ferrari (gestor de saúde pública) atualmente morando em São Paulo/SP, ao lado do padre Júlio Lancelotti em uma das ações humanitárias de auxílio aos dependentes de crack no centro de São Paulo.

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