Chico

Assisti, no último domingo, 5, o prazeroso recital de Francisco Buarque de Holanda e equipe no “Tom Brasil” (a casa mudou agora de nome, mas todos a conhecem como Tom Brasil) na Chácara Santo Antônio, próxima a Santo Amaro, em São Paulo. Não é muito fácil sentar numa das cadeiras desta casa noturna. É um pouco longe do centro paulistano e é necessário comprar antes, bem antes, os ingressos. Meu sobrinho Fábio comprou-os no último novembro (para março) e parece que até o final da temporada o “show” já está com lotação esgotada (até o final deste mês).
Havia trânsito, fila para entrar e ocupar alguns lugares das quatro mil poltronas disponíveis. O recital atrasa sempre um pouco (marcado para as seis horas da tarde), pois o pessoal não parava de entrar. São frequentadores de vinte e tantos anos até… para aplaudir Francisco. Há uma ansiedade enorme no ar. Sente-se isto.
Abrem-se as cortinas, o (excelente!) conjunto musical executa uma canção e entra a cantora paulistana Mônica Salmaso que canta canções do compositor Francisco, inclusive, a belíssima “Beatriz” da suíte “O Circo Místico”. Chico teve a feliz ideia de convidá-la como “partner” em algumas canções, que exigiram uma voz feminina, como “A noite dos mascarados” (Quem é você…) e “Sem fantasia” (vem meu menino vadio…). Daí Chico Buarque canta algumas composições novas, como “Caravana” e “Sinhá.” A plateia assiste em total silêncio, pois Buarque de Holanda é para ouvir suas melodias, voz e as letras de suas composições. São músicas compostas neste século. Mas sempre cantarola músicas mais antigas. Daí os expectadores entram em êxtase, deliram, cantam juntos em uma comunhão perfeita entre o artista e o auditório.
Os assistentes estão sempre inquietos. Pudera! Francisco foge da mídia (de todas) e faz seu espetáculo que é feito de cinco em cinco anos. Daí que em alguns momentos começam a gritar “Chico! Chico! Chico!” numa veneração total. Sente-se que ele está mais calmo, mais relaxado depois das ameaças que sofreu dos partidários do candidato a presidente da república perdedor.
E muitas canções (sempre suas) românticas foram cantadas. Mas, também as de cunho social. Mas como todo “show” de Chico, a gente sai querendo mais, mais e mais, na base do “ele não cantou aquela, e nem esta…”. O seu repertório (como você sabe, é imenso) é inesgotável. Em algumas músicas, ele parou no meio da canção para a plateia cantar junto, como: ‘Samba de um grande amor” e aquela que diz “agora eu era herói e o meu cavalo só falava inglês…”.
No pós-espetáculo filas e filas para tirarem uma foto junto a um retrato de propaganda do recital do cantor.

Se fato é foto…

Ivan Barsanti SIlveira ao lado da comentarista da Globo News Ana Flor no show do Chico Buarque no Tom Brasil em São Paulo. Foto – Arquivo Pessoal

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