“Comercial” , dois clubes ostentavam esse nome

Quem saberia hoje que na vida esportiva de Itapetininga, além dos famosos e tradicionais DERAC, Associação e CASI, existiam quase 20 equipes que disputavam o campeonato da cidade?
Os de maior idade, acima dos 50, vão se lembrar, e muito bem, daqueles memoráveis encontros futebolísticos realizados nas ensolaradas manhãs de domingo. Eram porfias, das mais acirradas e por vezes violentas, travadas nos campos de terra existentes em todos os cantos de Itapetininga.
Daquela fabulosa, verdadeiro celeiro, saíram craques que atuaram em clubes locais e também se apresentaram, com sucesso, em outras localidades mantenedoras de equipes profissionais. Ainda são lembrados Oliveira, no antigo Palestra Itália, Orlandinho no São Bento de Sorocaba, Costa Pinto, no SPR., Duca, na Portuguesa Santista, Itaberá, no Fluminense, os irmãos Nico, Paulo e Carlito em clubes do Paraná e outros nomes que brilhavam valorosamente.
Havia, também, os chamados treinadores, citando-se o mítico Sargento (a quem devemos reverenciar), Toledo, João D., Átila, Joaquim Fabiano, Português, Roque Guilherme, esforçados em seu mister de aperfeiçoar e revelar futuros craques.
Desses destemidos times de futebol, surgiram e permaneceram por cinco anos, o Comercial, nas décadas de 40 e 50, tendo seu campo nas proximidades da atual Vila Máximo, e outro com a mesma denominação na Vila Baltazar, na hoje Praça frente à Igreja São Paulo. Quem ainda se recorda muito bem e com competência é o grande craque do passado, Marquinho, que atuou não só no DERAC, como no Juventus da Capital.
As nossas equipes denominadas então Comercial, pertencente aos anos 40, eram integradas por Geraldo Franco, Sebastião Garcia, Neco, Cid Marinho, Evandro, Ferrielo, João Válio, Pompeu, Nori, Ademir, Thibes, Paulo Yanaconi, Pintado, Murat, “clubes e jogadores que muito valorizaram o futebol amador de Itapetininga”, como afirma o ferroviário e esportista Waldemar de Oliveira, conhecido como “Canarinho”.

A equipe fantasma
Existia, na cidade de São Paulo, um clube do qual não resta uma ou outra foto esquecida num arquivo ou jornal. No entanto, esse clube foi um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol. Chamava-se “Comercial Futebol Clube”, fundado em 1939, conforme “Canarinho” e tendo como sede uma sala na Praça Clovis Bevilaqua, no centro da capital. Não tinha estádio, campo de treinamento, ou mesmo torcida. A sua sede, improvisada servia, por vezes, para a prática do carteado, “jogado amadoristicamente”.
O “Comercial” foi fundado por comerciantes e empresário estabelecido naquela área do centro paulistano. Mantinha-se graças à colaboração pecuniária de várias famílias “bem aquinhoadas financeiramente da região”, dentre elas a de Karnig Bazarian e todo seu clã.
Constituía-se, então, num forte sustentáculo do clube. O Comercial é hoje um fantasma na cidade em que nasceu e morreu. Quem dirigia o clube? Onde foram parar as taças e troféus?
Perder e ver coisas desaparecendo faz parte do cotidiano. Rever a vida do “Comercial”, portanto será recuperar uma São Paulo de um mundo soterrado, e matará a saudade do amante de futebol de todo Brasil. Para isso é preciso ver um documentário que será apresentado brevemente nos cinemas de São Paulo sobre a vida daquele clube. O roteiro é do jornalista Ugo Georgetti, colaborador do “O Estado de S. Paulo”.

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