Cordisburgo e Sagarama

Na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Itapetininga, graças ao Dr. José Ozi e a Professora Alice Alverz Ozi, estudei a vida e obra de Guimarães Rosa. Depois, bem depois, viajando para Montes Claros, visitei a cidade de Cordisburgo e estive na casa onde nasceu Guimarães. Cheguei a noitinha e viajava de carro com a minha esposa e filhos. Logo que me aboletei no pequeno hotel, fui procurar um restaurante, mas não o encontrei, por fim, fiquei sabendo que a D. Maria Felix fazia refeições e corri para sua casa. Ela já estava se preparando para dormir. Mesmo assim, com muita alegria, como se já nos conhecesse, no escuro, foi pegar uns pés de alface, na pequena horta, e preparou um jantar brasileiro com gosto mineiro, constituído de arroz, feijão com caldo grosso, bife acebolado, farinha de mandioca e batatinha cozida e salada de alface com rodelas de tomate, tendo como sobremesa marmelada com queijo. Que delícia! Fez tudo na hora e sorrindo, contava histórias da terrinha.
Logo depois do lauto jantar, fomos para o hotel que ficava em frente da Estação de Ferro. No dia seguinte, fomos visitar à casa onde nasceu Guimarães Rosa e depois fomos para a Gruta de Maquiné.
Após o almoço, na casa de D. Maria Felix, fomos para Montes Claros, cidade onde nasceu a minha esposa Valdiné.
Guimarães Rosa foi Cônsul do Brasil em Hamburgo, onde trabalhou e aproveitou do cargo, juntamente com Aracy Moebius de Carvalho, depois sua esposa, para salvar os judeus a fugirem da Alemanha, quando o nazismo tomou conta daquele país. Em Cordisburgo fiquei conhecendo a história de Guimarães Rosa, bem como os habitantes da região referidas no seu livro Sagarama.
Aracy, depois que o marido faleceu, sendo entrevistada pela jornalista Fernanda Scolzo da Folha de São Paulo, afirmou que depois que ele foi nomeado para a Academia Brasileira de Letras, levou três ou quatro anos para tomar posse, uma vez que achava que, quando entrasse para a Academia, iria morrer. De fato, depois de entrar morreu três dias depois de enfarto. Guimarães foi médico, porém abandonou a Medicina, porque quando um paciente morria, ficava sem dormir, ficava muito impressionado com a morte dos pacientes.
Depois disso e diante disso, caro leitor, eu, também, Pr. jubilado da Igreja Presbiteriana do Brasil, sem ônus, Bacharel em Teologia, Professor, Mestre em Comunicação e Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, fico muito triste, quando uma pessoa está doente, depressiva e pede para que eu ore. Sinto uma tristeza profunda, pois não posso curar, apesar dos títulos honoríficos, uma vez que quem cura é Deus e, também, não posso consolar, tirando a tristeza do coração da pessoa deprimida. Oro de joelhos, pedindo para que Deus, que é onipotente, tenha compaixão das minhas ovelhas que são ovelhas de Jesus, o Pastor Supremo, doador da vida e que, com o seu Espírito Santo, tem o poder de Consolar. Sou apenas uma voz e um eco das palavras de Jesus, meu Redentor.

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