Crise Educadora

A atual crise brasileira obrigou cortes em áreas importantes, como a educação e saúde. Universidades estão até sem coleta de lixo, o sonho do Fies acabou transformado em pesadelo, foram agravadas as carências dos hospitais e o país é hoje um imenso canteiro de obras paralisadas.
A inflação, que por décadas vitimou todos os brasileiros, volta à cena, realimentando-se. O desemprego, chaga social, volta a tornar incertos os contratos de trabalho.
Para constatar a situação atual, não é necessário consultar especialistas e manejar índices econômicos e sociais. Basta conversar com qualquer caixa de supermercado, bancários, metalúrgicos, etc. O ambiente é de retração e preservação da poupança familiar.
A superação de crises exige bem mais que um gerenciamento técnico, pois envolve sacrifícios, comoções e credibilidades. As crises exigem lideranças com alto senso de prioridade.
Lideranças de fato conseguem apoio popular a medidas pouco simpáticas, e resignação com o esforço coletivo.
No Brasil, a crise é agravada pelo fato de não haver nascido de incontornáveis contaminações por crises internacionais. A crise é só nossa, por problemas de gestão.
Não temos, nas cúpulas executivas e legislativas, lideranças à altura de nossas necessidades. Os diálogos entre ambas as esferas de governo acabam em promessas de nomeação para cargos comissionados, e uma ou outra bravata politiqueira.
O lado bom da crise é que, de repente, ficou feio e apátrida malversar recursos, e os gastos supérfluos ficam realçados e socialmente reprovados. O lado mau da crise é a perspectiva de agravamento, e a sensação de que adentramos um túnel escuro, do qual não enxergamos a saída.
Políticos com mandato, do menor município a Brasília, não anunciam a diminuição do número de assessores e gastos desnecessários, como se a tal crise imperasse em terras distantes. As economias vitimam a educação e saúde, e continuam as demonstrações pomposas de mando e poder, com as cortes abarrotadas e, vez em sempre, ineficientes.
Seguindo o modelo europeu, providências sociais, mais consumistas que estruturantes, mais politiqueiras que emancipadoras, ressecaram os cofres públicos. Dormimos em berço esplendido, sonhando ser infinita a fortuna oficial.
O lado cruel da crise é que afeta com mais rigor e sofrimento as classes menos favorecidas. Nelas, a inflação diminui o alimento, apaga a luz e fecha torneiras. Nelas, estudos são paralisados, remédios economizados e a alegria suprimida.
O aumento de impostos, solução simplista e injusta para o rateio de prejuízos que não causamos, gera inflação e compromete empregos. Estamos sendo mal geridos, nada liderados, e o ambiente é de fim de festa, com os convidados lotando os bolsos com salgadinhos.
Viva a crise ! Enfim, acordamos!

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