Crônica, o retrato do cotidiano

Alberto Isaac

Quais foram algumas pessoas que brilharam em jornais ou revistas, escrevendo deliciosas e surpreendentes crônicas de Itapetininga. É bem possível que muitos, sequer, ouviram falar deles, ou também pouco se interessaram pelo assunto e outros sequer se importaram com o tema. Mas, com cautela no julgar, entende-se que eles foram de fundamental importância para a sociedade itapetiningana, porquanto sempre traziam à baila assuntos de sumo interesse para a coletividade em geral.

Eram cronistas que relatavam fatos interessantes, de noticiários dos jornais à comentários literários ou científicos, ou simplesmente um nascimento ou aniversário, que constituíam as matérias diárias. Considerados portadores de grande conhecimento das variadas atividades de todas as classes sociais, eram vistos como cultos e personalidade ímpar, porquanto “tinham como apanágio a sabedoria, extrema educação e decência.
Exerciam suas funções nos periódicos desta Itapetininga – Terra das Escolas – em colunas havidas como as mais interessantes dos jornais.

A crônica, oficialmente, não existe. Mas sempre houve aquele disposto a testemunhar o que já viu nas mais diferentes formas. Surge na forma de comentários sobre a política, ou como esporte, digressões sobre o cotidiano ou então a respeito da área criminal, também escrita em prosa como um poema. Uma crônica pode ser brincalhona, amarga, superficial, profunda ou atrevida.

Crônicas fazem parte de qualquer jornal, em colunas próprias, publicadas geralmente em páginas e dias especiais.

Especializados em crônicas dos mais variados gêneros tivemos grandes nomes no país, como Vivaldo Coaracy (Vecy), Cecília Meireles, Luiz Martins, Fernando Sabino, Rubem Braga, Raquel de Queiros, Carlos Drummond de Andrade, Ruy Castro, Antônio Contente, Lourenço Diaféria, Hugo Georgetti, Paulo Francis, Sergio Porto e Antônio Maria, entre tantos outros.

Em Itapetininga, nos Jornais conhecidos, como Tribuna Popular, Diário e Folha de Itapetininga, atuaram e atuam ainda com grande desenvolvimento, Galvão Junior, Alcino Monteiro, José Salem, Jacob Bazarian, Manuel Cerqueira, Nhô Bentico, Dr José Maria Gonçalves Bastos, Antônio Belizandro Barbosa, Manoel Silvério, Clarindo Lamonier, Benedito Bueno, Chico Wei, Hiram Monteiro, Edmundo Nogueira, Benedito Madaleno, Pedro Novaes, e Hélio Pinto. E ainda hoje, Dirceu Campos, Carlos José, Silas Gehring Cardoso, José Luiz Holtz, Carlos Pereira Pinto (Carlão), Hélio Rubens, Mariana Hiedel, Mônica Chirosa, José Benedito Meira, Milton Cardoso, Jorge Paunovic, Bob Vieira, Ivan Barsanti Silveira, entre tantos outros que não conseguimos enumerar. Todos com estilos próprios e cientes da função que desempenharam e desempenham.

Os cronistas provocam controvérsias, despertam ódio ou paixão, recebem cartas de admiradores incondicionais e inimigos ferozes. O cronista se transforma no assunto da cidade, numa vedete do texto. A boa crônica se mantem matéria viva, faz história, faz literatura, documenta e se torna arte. Por ela retrata, quase com perfeição, a vida de uma cidade, em todos os seus aspectos.

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