Deixai vir a mim os pequeninos porquê…

Segundo as escrituras cristãs, o Nazareno em um dado momento cercado pelas crianças disse a frase que dá título a esta modesta coluna e concluiu… “deles é o reino dos céus”. Seria uma mensagem para o futuro da humanidade no sentindo de zelar pela vida dos mirins para todo o sempre. Infelizmente não foi isto o que ocorreu e ocorre.
É só estudar um pouco da história antiga até a contemporânea para sabermos como seguimentos delas foram maltratadas e humilhadas através dos tempos. Na Grécia Antiga, no século V A.C. na época do governante Péricles, de Athenas quando houve uma intensa luz de esclarecimento e de civilização entre seus subordinados e surgiram, quase na mesma época três dos homens mais inteligentes de todos os tempos: Sócrates, Platão e Aristóteles. Todos eles deixaram teorias sobre a educação das crianças e jovens, no sentindo de um crescimento totalmente harmônico entre o físico e a mente. As mensagens destes três filósofos ainda são “top” em qualquer curso de Filosofia de Educação na área de Pedagogia que se preze.
Praticamente eles descobriram as crianças. Mas mesmo assim naquela Grécia tão iluminada pelo saber (a mais ou menos quinhentos anos antes de Cristo, é bom frisar novamente) haviam crianças escravas (ou filhos de). Será que elas tinham os mesmos zelos e dedicação dos filhos da classe média, da elite e até das famílias pobres de Athenas? E o martírio da maioria delas foi continuando através dos séculos. Entre o final do século dezenove e do inicio do vinte, durante a Industrialização que começou na Inglaterra, milhares delas, ainda de pouca idade, trabalhavam nas fábricas semiescuras, nada higienizadas, abafadas, trabalhando nas maquinas cujo os manuseios estavam muito além da capacidade infantil. E os pequenos da escravidão negra no Brasil? Simplesmente muitas delas era separadas dos pais logo que aqui aportavam vindas da África. E atualmente as balas perdidas vindas não sabemos de onde (ou sabemos?) que matam os de pouca idade nos morros cariocas. Na recente minissérie da TV Globo “Passaporte para Liberdade” que conta a história real da brasileira Aracy Carvalho (interpretada pela excelente Sophie Charlotte) que trabalhando como secretaria do consulado do Brasil em Hamburgo, Alemanha em 1938 e 1939, durante o governo nazista de Adolf Hitler, mostra o terrível tratamento feito pelo exercito do “Führer” dos pequenos judeus poloneses. Cenas fortes e bem feitas mostram ela, brasileira, tentando salvar as famílias judias.
E tudo isso parece continuar. Quando ouço e vejo na “mídia” e redes sociais que muitos países do mundo ocidental já começaram a vacinarem as crianças de cinco até onze anos de idade sinto um pouco (ou muito!) vergonha do meu. O (des)governo federal parece que ainda está questionando está medida sanitária que necessita ser aplicada o mais depressa possível. É um direito a vida delas. Na pandemia (que ainda não acabou) quase três mil crianças brasileiras morreram por causa do vírus. Não interessa se elas estão mais resguardadas dos que os adultos. Elas podem ser transmissoras, dificultando assim que o vírus desapareça. Por que tanta negligência e burocracia? Será que novos Herodes ressurgiram em terras brasileiras? E não era para que os pais estivessem clamando contra tal situação? Com todas essas tristezas mesmo assim um feliz ano novo!

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