Dia diferente

Manhã de segunda-feira, vinte e oito de novembro. Entre oito às nove horas começa a abrir o comércio de Itapetininga (lojas, farmácias, bares, casas lotéricas, padarias, açougues, supermercados [temos tantos agora], agências bancárias, de automóveis e motos), escritórios, escolas, faculdades e tudo mais que o habitante desta cidade possa consumir, usufruir e frequentar. Até as casas de orações que algumas religiões possuem. E tudo mais. Mas todos (ou quase) que aquela segunda-feira, vinte de oito será diferente ou mais curta para o trabalho. Tudo porque, justamente a uma hora da tarde (horário de Brasília) e seleção brasileira de futebol entra em campo no Catar para disputar mais uma peleja na Copa do Mundo de 2022. Nestas três ou quatro horas o trabalho deverá ser mais intenso para que todos possam assistir o Brasil versus Suíça, em fase ainda de classificação. Não tem jeito. Quando o Brasil joga neste campeonato mundial de futebol, tudo paralisa. Já é tradição no país. E ai daquele governante mudar isto. Não ganha mais eleição.
E é um momento de congraçamento entre os torcedores. Todos se abraçam no momento do gol brasileiro, esquecendo até as tensões provocadas pela última eleição presidencial, quando um clima de ódio lançado por adeptos de um candidato, mais fanáticos (nem todos!) durante a campanha e até depois, inconformados com o resultado. E esta Copa está servindo para que tais atitudes não frutifiquem. Agora o amarelo não é só de uma facção política (que se apropriou dela), mas de todos.
Nesta fase de classificação (a coluna está sendo escrita na véspera de Brasil versus Suíça) muitas surpresas, e seleções como a da Costa Rica, Marrocos, Japão, não incluídas entre as favoritas, mostraram atuações convincentes. Espanha versus Alemanha foi considerado o melhor jogo, até agora, por comentaristas brasileiros credenciados. Como disse um brasileiro de Recife (torcedor do Sport) na ESPN, presente no estádio: “Ficaria assistindo quatro ou cinco horas desta disputa”.
Foram noventa minutos de excelente futebol, digno de uma Copa. Jogo perfeito. Mas um dos mais belos gols (também até agora) continua sendo do jovem atacante espírito-santense Richarlison, meio de “bicicleta” (ou quase isso!)”. Inúmeros gráficos foram mostrados na televisão sobre o giro que o moço fez. Além disso, o atacante (e centroavante) tem um considerável número de seguidores em sua rede social. Ele é um ativista preocupado com problemas sociais. No início de 2021 enviou uma considerável soma em dinheiro para a compra de respiradores ao Estado do Amazonas, no auge da pandemia, quando o Governo Federal falhou nesta missão. Ele apoia também ONGs que tratam da preservação de animais de vida selvagem, ameaçados de extinção. Aplausos para ele.
Mas voltando a segunda-feira, vinte e oito, alguns falavam baixo para economizar a voz e soltá-la mais tarde, no momento do gol. Foi uma segunda-feira com jeito de sábado (ou domingo). E no momento do Hino Nacional, no estádio, muitos, via televisão aqui, cantaram baixinho, justificando a frase de um cronista carioca: “A bola é um dos símbolos da Pátria…”.

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