Dois assuntos

Francisco Buarque de Hollanda (parte II)

O prestigiado cantor e compositor da música popular brasileira (bem brasileira!) declarou recentemente que devido as inúmeras reclamações dos movimentos feministas, na base do “absolutamente correto”, não mais vai cantar em suas apresentações uma sua composição da década de 1960, de título “Com açúcar e com afeto” (“fiz seu prato predileto para você parar em casa…”) gravado por Nara Leão. Para determinados grupos feministas a letra da canção mostra uma submissão da mulher perante o seu homem sempre num tom de suplica para que o amado volte logo para casa depois de um (suposto) dia de trabalho como operário, mas que ela não acredita muito.
Acha que seu amado sai de casa para ver as morenas que caminham para a praia; entra num bar para um eventual chope e discussão sobre futebol com os amigos e por aí vai… A letra mostra uma mulher chorosa, inerte, triste que nada faz enquanto seu amor não chega. O cronista Ruy Castro (sempre ele!) considera que não tem nenhum sentido tal decisão de Chico Buarque em não querer cantar mais esta música. A maior parte das canções buarquianas sobre as mulheres (que Chico Buarque musicalmente incorpora muito bem, tanto que quebrou um “tabu” machista cantando como se fosse uma delas) onde muitas de suas criações sobre o sexo feminino determina que elas são sofredoras por falta de amor ou determinado pelo sistema social vigente. Além do que o tema de “Com açúcar e com afeto” parece ter um final feliz (vou esquentar seu prato; dar um beijo em seu retrato e abrir meu braço pra você).
Segundo ainda o crítico Ruy Castro, Chico Buarque comentou que a cantora Nara Leão se viva fosse também não cantaria mais tal composição. Mas Ruy Castro conversando com a irmã de Nara, a conhecida escritora economista Danuza Leão a mesma afirmou: “Se Nara fosse viva continuaria cantando ‘Com açúcar’ sim”.
E segundo outros comentaristas, se fosse predominar o “absolutamente correto” Francisco Buarque de Hollanda não cantaria outras canções de sua autoria como “Geny” feita para o musical “Ópera do malandro”, cujo enredo se passa no Rio de Janeiro em 1942, época da Segunda Grande Guerra Mundial. A personagem “Geny” é uma mulher de má fama, tanto que o Coro muitas vezes entoa: “Joga b… na Geny”; “ela da para qualquer um”; “maldita Geny”.
E ainda orientando-se pelo “absolutamente correto” uma das mais deliciosas canções da música brasileira da década de 1940 de título “Amélia, a mulher de verdade”, de Ataulfo Alves e Mario Lago não deveria mais ser executada. Reparem na letra…

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