E o magistério paulista como fica?

Em março de 2020, no inicio da pandemia do Covid-19, o ministro da Economia, o neoliberal (quando a economia é regida pelo mercado!) Paulo Guedes, recomendou os governadores estaduais que não aumentassem os salários dos seus servidores públicos durante dois anos consecutivos alegando que com o avanço da Covid os gastos públicos para combatê-la poderiam ser imprevisíveis. Todos os governadores acataram tal decisão, inclusive os mandatários de oposição ao governo federal. Paulo Guedes e o governo que ele representava colocavam que os gastos com a pandemia seriam incomensuráveis. E assim se deu, embora muitas categorias de funcionalismo público estadual já não vinham tendo elevação nos seus salários já há muitos anos (no caso do estado de São Paulo, por exemplo, quando a maioria das categorias dos servidores estaduais estavam sem reajuste há anos, no governo de Geraldo Alckmin, então no PSDB). Após os dois anos, agora em 2022, cerca de dezesseis (ou mais!) governadores já reajustaram os salários dos seus servidores; a maioria deles aumentando em 20% e 30% (ou mais!).
Já em São Paulo, João Dória (PSDB) elevou os salários dos profissionais da saúde e segurança pública. Já as demais categorias, 10% (apesar da enorme inflação vigente no país). Isso começou a valer a partir de primeiro de março.
Parece que há uma indecisão do governo Doria (PSDB) em relação a categoria dos professores. O piso salarial para os mestres das series iniciais recomendado pelo Governo Federal foi de 33%. Mas São Paulo, pelo menos, no governo do PSDB nunca adotou este critério. Sempre ofereceu menos. Portanto, é ainda um enigma o suposto aumento salarial do magistério paulista. Mas o Estado de São Paulo não é o mais rico da Federação? Será que o secretário da Fazenda paulista, o banqueiro Henrique Meirelles não sabe que sendo melhor pago os professores consomem mais e melhoram as condições econômicas do Estado? Meirelles também é um neoliberal como Doria e ambos não têm nenhuma intimidade com a dinâmica do aumento salarial dos estaduais.
Estados bem menos ricos que o paulista dá exemplos. Segunda a reportagem sobre o tema na Folha de São Paulo seção “politica”, segunda-feira, 14/2/2022, pagina A6, O Governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino (ex-Partido Comunista do Brasil, agora no Partido Socialista Brasileiro), a partir de março a remuneração dos seus professores com 40 horas semanais passará a ser de R$6.867,68 mensais. Com 20 horas semanais R$3.433,84 mensais. Não é à toa que o ensino fundamental e médio do Maranhão é considerado um dos melhores do Brasil. Já Paulo Câmara (Partido Socialista Brasileiro), governador de Pernambuco anunciou um aumento de 35% no piso salarial dos trabalhadores da Educação, acima da base nacional de 33% autorizada por Bolsonaro (PL). No Ceará Camilo Santana (do Partido dos Trabalhadores) aumentou em 33% o piso inicial dos professores ativos, aposentados, pensionistas e temporários, além da incorporação de gratificações.
A motivação para um trabalho profissional passa pelo salário.

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