Em Itapetininga praças perderam o encanto

Ainda em muitas cidades paulistas se preserva o velho charme da praça da igreja Matriz. Ponto de encontro de crianças, jovens e idosos E palco de eventos culturais, shows, até concentrações políticas e religiosas, elas têm em comum o jardim bem cuidado, o tradicional coreto, bancos sobre as árvores e espetáculos naturais, como a revoada de pássaros.
Recordações especiais como casamentos e batizados na Igreja Matriz. Fotos com noivos, compadres e convidados do lado da foto. Ponto de encontro para namoros, leituras, conversas, fofocas e, também, negócios. Uma boa parte da história de Itapetininga, durante várias décadas, foi vivida na então arborizada, bonita e atraente Praça Marechal Deodoro, o romântico Largo dos Amores, então Centro vital da cidade.
Ali em encontros secretos muitos casais de namorados fizeram juras de amor. E por longos anos ficaram ou estão juntos até os dias atuais curtindo filhos, netos ou bisnetos.
Largo dos Amores. Natural de encontros, cercado por estabelecimentos comerciais, principalmente bares, relacionava-se diariamente com quase a totalidade da população. Em seu entorno, ficavam centralizados os ônibus intermunicipais que chegavam e partiam para localidades vizinhas como São Miguel Arcanjo, Capão Bonito, Sarapuí, Angatuba, Guareí, Paranapanema, a Lambari, Sorocaba e Tatuí. Bares como o “Rodovia”, “Malatesta”, “Primavera”, “Caipira”, padarias “São Francisco”, “Samarco”, “Vadôzinho” e lojas “das Novidades”, “Nova” e a sofisticada confeitaria “Veneza”, onde hoje funciona o Santander, davam vida a área.
Posteriormente surgiram a concessionária de veículos Chevrolet, a rainha do Sul, o bar Marabá. Capítulo especial merece o bar São Paulo, dirigido pelo saudoso Samuel Venturelli. Preferido por esportistas e grande parte da população, atendendo todos com seus inigualáveis pastéis e saborosos coxinhas, feitas pela proprietária d. Alice Venturelli.
No prédio, ainda existente, antigamente pertencente à família Guidugli, soberano da praça, funcionava o estabelecimento de vendas de peças de veículos, com uma bomba de gasolina na frente. Nesse mesmo local funcionou, posteriormente, agência da viação cometa em anexo o arabesco bar “Kib-Nay”, sob a direção da hoje saudosa Maria Aparecida Idálio e no alto do edifício o serviço de alto-falante, que teve a frente não só Murilo Antunes Alves como Hélio Araújo, Hélio Rochel, Clodoaldo Gomes e outros. Essa espécie de rádio transmitia, à noite, músicas dirigidas aos jovens, moças e rapazes que giravam em torno da praça, flertando a procura de namorados.
Atualmente as principais praças existentes na cidade tais como a do Largo da Matriz, Santa Casa, da Aparecida, do Rosário e algumas outras não contam mais com frequentadores assíduos. Não estão abandonados; simplesmente não há mais interesse de ninguém e lá permanecer. “
Os locais frequentados são “as baladas, com músicas apropriadas, tênis coloridos que constituem os focos dos jovens e seus possíveis namoros “, assegura um professor, sempre observando e estudando o comportamento do Itapetininganos e seus entretenimentos. Ele conclui que “as praças deixaram de ser atrativos também para famílias, assim como dos mais velhos, pela insegurança que apresentam, igualmente, pelo surgimento da televisão que reúne parentes e amigos afim de acompanhar novelas e outros programas interessantes apresentados pela emissora“. E, como arrematava Osvaldo Piedade, que por dezenas de anos residiu nas imediações do Largo dos amores, proprietário da antiga “Instaladora Brasileira“, na Monsenhor Soares, “tudo vibrava em torno da praça e hoje apenas os mais velhos lembram-se da importância e bucolismo e o romantismo que emanava”.

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