ESQUERDA OU DIREITA

Houve um tempo em que a humanidade estava encurralada pelo embate entre o comunismo opressor e o capitalismo selvagem, sofrendo as agruras da guerra fria.
Muitas economias socialistas sucumbiram, enquanto outras cuidam de minorar o conceito de igualdade, permitindo a valorização de méritos individuais, crescentes patrimônios privados e liberdade de expressão. Comunistas, muitos, perceberam que o tolhimento de liberdades e a centralização do poder conduzem ao fracasso econômico e insatisfação social.
O capitalismo também sofreu profundas mudanças, instituindo limites ao poder do capital, criando políticas sociais de inclusão e a primazia dos interesses coletivos. Até a propriedade privada, altar e sustentáculo do sistema, passou a ter sua autonomia condicionada ao cumprimento de ditâmes legais.
Enquanto o capitalismo gerava mais ricos que riquezas, e o comunismo transformava países em prisões, foram criados guetos políticos, raciais, sociais e culturais. O desmanche de tais guetos, e a geração de bem estar social, preocupa e obriga, governantes de todos os espectros políticos, a ações de inclusão, a maioria baseada na educação e geração de rede pública de assistência e amparo.
Cada povo cuida de aperfeiçoar seu sistema, sob o peso de ranços políticos e partidários, e a limitação de possuir grandes contingentes, social, cultural e econômicos, dependentes da ação oficial. Tal dependência, se atendida de maneira partidária e clientelista, tende a perpetuar poderes e prostituir contextos.
A integração dos mercados e a crescente instituição de organismos internacionais, buscando normas globais de convivência entre os países e um mínimo de respeito aos indivíduos, tem gerado sucessivos incômodos a tiranos e déspotas ainda empoderados. A própria existência de paraísos fiscais, relacionados ao acolhimento de capitais surrupiados e impunidade, tem sido condenada e desestimulada.
Aos poucos, a humanidade caminha para a desconsideração da autonomia dos povos, quando submetidos a mandos cruéis e desrespeitosos. A autonomia formal nem sempre é sinônimo de liberdade, e as intervenções de órgãos internacionais serão crescentes.
Países em desenvolvimento ainda sofrem a ação de atividades e mandos políticos primários, tão corruptos quanto clientelistas. Em tais contextos, governos acabam endeusados e Estados esfacelados.
Entre nós, partidos não refletem ideologias, e vivemos, da federação ao município, administrações mais voltadas à próxima eleição que ao atendimento das necessidades coletivas. O PT admite qualquer desvio ou erro, se encontrar ou julgar haver encontrado algo similar, na história do PSDB.
Merecemos bem mais que o cínico embate entre os partidos, pois ambos já não guardam características ideológicas definidas, e sequer exigem de seus eleitos um mínimo de compostura. PT e PSDB são grupamentos estranhos, repletos de incoerências e compartimentos inconciliáveis.

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