Filosofia da Idade Média e a Eucaristia

Alcuíno de Iorque foi o homem que teve a honra de trazer a cultura para o Continente. Ele viveu no período de 730 a 806 d.C., porém, outros dizem que foi no período 735 a 804 d.C. Foi no seu tempo que os filósofos e teólogos estavam preocupados com duas doutrinas da Igreja: Predestinação e Eucaristia. Alcuíno foi um monge, poeta, matemático e professor de inglês. É reconhecido como um homem santo pelas igrejas: Católica, Anglicana, Católica Ortodoxa do Leste e, como grande sábio, pelas igrejas protestantes, de modo geral. Quanto à Predestinação, já tratamos do assunto na primeira aula. Nesta, no entanto, vamos tratar sobre a Eucaristia.
Depois de tantas discussões na Idade Média, “o Quarto Concílio de Latrão (1215 d.C.) defendeu a veracidade da doutrina da transubstanciação: seu corpo e sangue (de Cristo) estão verdadeiramente contidos no sacramento do altar sob as formas de pão e vinho e o Concílio de Trento (1545-1563) reafirmou tal doutrina ou ensino”. O Concílio declarou heréticos os que rejeitassem o dogma e lhes negou sepultura cristã. (Aqui no Brasil surgiram os cemitérios protestantes e um deles está na Consolação, em São Paulo.) Na época muitos protestantes foram queimados vivos e, de um modo particular, na Inglaterra, desde Sweeting e Brewster, em 1511 e João Fryth, em 1533, que acusaram de evidente idolatria a adoração dos elementos, até Hooper, Ridley e outros proeminentes reformadores, durante o reinado de Maria. Os reformados, tomando como base o livro Oração Comum, insurgiram-se contra tal doutrina ao afirmar que o santo Sacramento deve ser recebido em lembrança da meritória cruz e paixão de Cristo e como perpétua memória de sua preciosa morte e sacrifício. Os teólogos e filósofos da Idade Média interpretaram literalmente as palavras de Cristo: “Isto é o meu corpo”, bem como as palavras de Jesus referidas no Evangelho de João: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em si mesmos”. Além disso os reformados ensinam que a Eucaristia é uma refeição comemorativa, na qual os cristãos se reúnem em obediência ao mandamento de Jesus, rendem graças pelo sacrifício que ele cumpriu no Calvário em benefício deles e renovam os propósitos de união com o Senhor. A Eucaristia não é a repetição do sacrifício da cruz e mudança alguma se opera no pão e vinho mediante as palavras pronunciadas pelo Ministro.
Depois, muitos anos depois, os reformados, convocados em 12 de junho de 1643 pelo Parlamento da Inglaterra e reunidos na Abadia de Westminster, em Londres, sobre tal assunto, assim redigiram a Confissão, Conhecida como Confissão de Fé de Westminster: “A ceia do Senhor é o sacramento no qual, dando-se e recebendo-se o pão e vinho, conforme instituição de Cristo, se anuncia a sua morte e aqueles que participam dignamente tornam-se, não de um modo corporal e carnal, mas pela fé, participantes do seu corpo e do seu sangue, com todas as suas bênçãos para o seu alimento espiritual e crescimento na graça”. Tomaram como base os textos bíblicos: I Cor.11:23; Atos 3:21 e I Cor. 10:19)
A Filosofia Medieval é interessante. Eis aí, um pequeno resumo de uma aula de Filosofia dada por mim no Seminário Presbiteriano Conservador nos tempos idos e vividos.

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