Inspirado em Fábio Jr!

Sim, queridos leitores! Me chamo Fábio devido a ele, meu xará , Fábio Jr, como muitos ”Fábios” que chegaram ao mundo da minha geração, foram registrados em cartório por causa dele. E quem escolheu foi meu querido pai Édson Zaglobinsky de Campos, sem querer ser convencido, meu pai teve bom gosto, gosto muito do meu nome.

Nasci no ano de 1976 (tô ficando velho!!lkk) mais precisamente no dia 8 de Julho.

Ano em que Fábio Corrêa Ayrosa Galvão, Fábio Jr (67 anos) estava começando a ganhar a notoriedade de galã no” mundo” televisivo e cinematográfico. Se tornou o mais novo “namoradinho do Brasil” (terno que era usado maciçamente pela imprensa brasileira na época).

Neste mesmo ano a Globo o chamou para para participar da novela Despedida de Casado a mesma acabou sendo censurada (atos esdrúxulos e absurdos do governos militares, o Brasil ainda vivia sobre a “nuvem negra” da Ditadura Militar – 1964/1985) , mas o elenco foi aproveitado para novela Nina em 1977 na mesma emissora.

No episódio “Toma que o Filho é Teu” do seriado Ciranda Cirandinha que fez um grande sucesso em 1978 cantou sua composição “Pai” e Janete Clair escolheu a canção como tema de abertura de sua nova trama, Pai Herói. Em 1979 atuou no filme Bye Bye Brasil ( um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos, até vale um artigo sobre ele aqui) de Cacá Diegues, estrelado por Bety Farias e o saudoso José Wilker.

Fábio sempre teve como meta em sua vida seguir a carreira de cantor, desde muito menino junto com seus irmãos formou um conjunto que tocava no programa Mini-Guarda na Rede Bandeirantes, no auge da Jovem Guarda. O nome do grupo era Os Namorados, depois passou a se chamar Bossa 4 e finalmente Arco-Íris. Chegaram a se apresentar como calouros no programa do Chacrinha.

Mas como na época já existiam muitos cantores que seguiam o mesmo estilo, principalmente querendo ser mais um dos ”ie ie ie” da jovem guarda, imitando Erasmo e Roberto Carlos, a banda logo se desfez.

Só que para o cantor foi um grande ganho para sua carreira. Aos 13 anos de idade foi fazer curso teatral com a consagrada e espetacular Cacilda Becker (um mito do nosso teatro).

Sempre achei Fábio Jr um excelente ator, pena que atuou muito pouco.

Com um jeito moderno, diferente de atuar dos demais, de uma forma mais natural seus papéis foram memoráveis principalmente nas novelas Roque Santeiro (Rede Globo 1985) e na novela Pedra sobre Pedra também da Rede Globo em 1992. Com certeza quem é da época e acompanhou o folhetim se lembra do fotógrafo Jorge Tadeu, um conquistador voraz das mulheres de Resplendor.

Fábio Jr tem uma bela voz, por ser ator profissional tem uma ótima performance no palco. Só que como Roberto Carlos se aprisionou no gênero, no rótulo de “cantor romântico” até hoje. E como Roberto fez músicas de boas qualidades e também muitas horrorosas, pavorosas. Uma pena ! Ambos poderiam também se enveredar por outros estilos.

O que me inspirou a escrever este artigo é assunto mais comentado no momento em todas as mídias, além da CPI do COVID19, foi o execrável BBB ( Big Brother Brasil) e que através do reality show sensacionalista o seu filho Fiuk se tornar a mais nova “coqueluche” do momento. Por ironia Fábio passou a ser conhecido como pai de Fiuk e Cléo Pires e não como aquele famoso Fábio antes. E olha que já são mais de 50 de carreira.

Mas pelo que se vê até o momento (e já estão bem “crescidinhos” para melhorarem) perto do talento do pai eles são medíocres, tanto como cantores quanto atores. Já demonstraram que são coadjuvantes, ou melhor meros figurantes.

Feliz dia das Mães !!!!
Até a próxima!

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