Má educação

Depois de vinte e sete anos de governo no Estado de São Paulo (desde 1995), o PSDB (Partido Social Democrático Brasileiro) deixa de legislar sobre o Estado, derrotado que foi nesta última eleição (seu candidato Rodrigo Garcia atual governador). Ainda é cedo para avaliar se o governo pessedebista foi bom ou ruim, mas para o seu funcionalismo público foi terrível. É só ver o que seu último (oficialmente) governador João Doria fez com os servidores públicos em 2021, retirando ou diminuindo seus salários a pretexto de uma polêmica Reforma da Previdência. Em relação ao seu sistema de ensino, aplicou (assim como alguns Estados Brasileiros) um projeto denominado “Avaliação e Progressão Continuada” que consistia em uma avaliação na organização do ensino em ciclos (um exemplo: um aluno da primeira série do ensino fundamental I passaria para a segunda série mesmo ainda em fase de alfabetização não completa).
O projeto “Avaliação e Progressão Continuada” era em sua teoria até progressista e até inovador. Não daria para colocar nesta Coluna toda a sua complexidade. Tinha pontos positivos, mas, colocado em prática às pressas na rede escolar paulista (ensinos: fundamental e médio) não houve oportunidade de ser melhor discutido (bem mais discutido!) pela Secretaria da Educação com toda a hierarquia das DREs (Diretoria Regional de Ensino), ou seja, o próprio dirigente, supervisores de ensino, diretores de escola e professores. Foi, como disse uma professora, colocado “goela abaixo”, e do sofisticado texto do projeto resultou no que grande parte do corpo docente paulista denominou de “promoção automática”. E o termo ficou até hoje.
Diante das não conclusões sobre o que seria “Avaliação e Progressão Continuada”, os próprios condutores do ensino (e aqui incluam as DREs) resolveram que o projeto não bem entendido da Promoção Automática fosse o aceito. O que aconteceu? Resultou que educandos mesmo não dominando os conteúdos necessários para uma determinada serie, foi sendo promovido para a série posterior sem saber o necessário. E assim aconteceu em cada série e disciplinas.
E para implantar bem a chamada “Promoção Automática”, a Secretaria da Educação ordenou que se nomeassem coordenadores pedagógicos para cada escola. Independente do mérito destes coordenadores (a maioria cumpria muito bem sua nova missão) tinham também como missão (gostassem ou não) promover a automatização na educação. Aconteceu o que era até (e muito!) esperado por educadores contrários à inovação.
É característica da infância e adolescência ser imediatista. E deviam pensar: “Se o meu colega que está sentado ao meu lado passou de série sem estudar, por que eu vou me matar no estudo? Eu também consigo.” Daí também aumentaram as disciplinas e faltas em cada classe (por que prestou atenção na explicação do professor?). Logo agora que nesta cidade por exemplo, surgiram escolas técnicas estaduais e faculdades federais (todas ótimas) gratuitas e que naturalmente exigem do aluno vindo do ensino médio. Daí que os adolescentes formados no ensino médio das escolas públicas estaduais saibam (nem que seja um pouco) dos conteúdos ensinados.

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