Mãe e o seu filho único

Que Adonai, o Deus dos cristãos da esperança e nosso, também, possa abençoar todos os fiéis. Foi na cidade de Naim, Sudeste de Nazaré e quase cinco quilômetros do Nordeste de Solém que ocorreu um milagre portentoso, só narrado pelo médico Lucas. Naim era a cidade da mulher sunamita, cujo filho o profeta Elizeu ressuscitou. Agora, no ministério de Cristo, ocorre um fato senão semelhante, quase idêntico. Nas proximidades dessa cidade, que se tornou conhecida pelos dois milagres, há um certo número de cavernas que eram usadas pelos antigos como sepulcros.

O evangelista Lucas afirma que foi em Naim, que o filho de Maria, se moveu de íntima compaixão. Foi um encontro casual, porém triste e melancólico. De um lado, vindo de Nazaré, uma multidão seguia Jesus. Do outro lado, saindo de Naim, uma multidão seguia uma viúva que perdera o seu único filho. Foi o encontro de um desfile e de um cortejo. O primeiro vinha em direção à cidade de Naim, onde se via o fruto do Espírito Santo que se desdobrava em amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Do outro lado saía de Naim uma procissão, onde reinava a tristeza e dela se desdobravam todos os sentimentos que amarguram a alma, tais como: o luto, a solidão e a saudade. A procissão ia em direção a uma das cavernas…

Jesus, que é Deus homem, já sentira, pois vira antes, que os discípulos vissem, e sente, como homem, uma tristeza que se manifestou pela compaixão, que é a empatia. Sente o que a mãe sentia e que ele iria sentir na cruz. Sente a solidão da mãe. Sente o desamparo, pois o único filho, esperança de sua velhice amparada por um filho, nora e netos, morre na flor da idade. Cristo sente, como homem, e, como Deus, que tem o controle de tudo, intervém na hora e no momento certo.

Dirige-se ao esquife, vê o jovem morto, a mãe chorosa e triste. Diz para a mãe o que todos dizem sem saber o que dizer, num velório: “Não chores”. Depois, como Deus, Criador da vida, dirige-se ao jovem, tocando no ataúde: “Moço, a ti te digo: Levanta-te”. O morto, que já era defunto, sob os olhares de todos, se assenta e começou a falar, como se nunca tivesse morrido.

Jesus, que é vida, entrega-o a sua mãe. Não se sabe o que ela disse e nem como se comportou, mas Lucas, o médico, afirma que “e de todos se apoderou o temor e glorificavam a Deus e diziam: Um grande profeta se levantou entre nós e Deus visitou o seu povo”. (Luc. 7)

A notícia da ressurreição do filho da viúva de Naim correu por toda Judeia e por toda a terra circunvizinha.
O Reverendo Raphael Pages Camacho, meu professor no Seminário, de um modo poético, afirmou que só a mãe “vive por nós e chora por nós na dor” e foi esse amor que comoveu o coração humano de Jesus Cristo. Jesus, como Deus, devolveu à mãe o filho querido do seu coração. Diante disso, jovem leitor, “honra teu pai e tua mãe para que se prolonguem os teus dias na terra”, pois este é o primeiro mandamento da Bíblia com promessa.

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