Mar da Galileia

No dia 04/ 04/2014 fiquei hospedado no Hotel Ron Beach, região da Galileia, em Israel. Amanhecia vendo o mar da Galileia, que, na verdade, é um lago de água doce. Tem oito quilômetros de comprimento e seis quilômetros de largura e chega aos cinquenta metros de profundidade. Os antigos deram ao lago o nome de Kineret, que significa lira, pois sua forma fazia lembrar o instrumento musical, tocado por Davi e pelos levitas no templo. O lago está numa depressão, que causa medo, criada por um terremoto, segundo os estudiosos. No tempo de Cristo, havia muitas termas sulfurosas as suas margens. Ele fica duzentos e dezesseis metros abaixo do nível do mar. É impressionante!

Como na época de Jesus, ainda hoje se levanta tempestade grande que causa terror aos barqueiros. Lembrei-me que o ministério de Cristo, numa grande parte, foi realizado às margens do mar da Galileia. Ficava pensando, quando olhava para aquela imensidão de águas: Onde ele pregou? Onde ele andou sobre o mar? Tudo aquilo era para mim maravilhoso. Foi naquele lago e na região que Cristo manifestou por várias vezes a sua natureza divina, curando os homens e afugentando o medo.

Quando os discípulos de Cristo desceram para o mar e entraram no barco em direção a Cafarnaum, diz João, que Jesus ainda não viera ter com eles. Soprava um vento forte e o barco foi se afastando cada vez mais da margem. De repente viram Jesus andando sobre o mar e aproximando-se do barco. Os discípulos temeram. Alguns, pensando como crianças, acharam que era um fantasma. Outros apenas ficaram com medo, sem saber o que e quem era. Jesus, notando o medo, disse-lhes: sou eu, não temais.

Lembraram os futuros baluartes da fé das palavras divinas ditas a Moisés: “Eu sou me enviou a vós. Assim dirás aos filhos de Israel: Eu sou me enviou a vós. ” (Êxodo 3: 14)

Diante das palavras, o medo desapareceu e a distância encurtou-se, pois o discípulo amado afirma, no seu evangelho, “que de boa vontade o receberam no barco e logo chegaram à terra para onde iam” (João 5:16)

Os jovens presbiterianos gostam de cantar um hino que assim começa: “ Com Cristo no barco tudo vai muito bem” Troque o substantivo barco por outros, tais como: lar, casamento, noivado, namoro, igreja, viagem, ônibus, carro e tantos outros. Você verá que vale a pena estar com Cristo. Foi ele quem disse: Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos. (Mateus 28:20)

O mar da Galileia serve de inspiração para muitos e como era belo o amanhecer, vendo o Sol refletir nas suas águas. Deus é maravilhoso!

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