Muitas festas já rolaram por aqui…

“Na década de 1960, antes do recrudecimento regime militar, Itapetininga, com sorrisos abertos, via transcorrer os melhores anos de sua vida. Contemplava, feliz, as inúmeras festas e comemorações realizadas amiúde com a presença constante dos mais diferentes públicos, movimentando, inclusive, todo o comércio local. Agora, tornam-se lembranças os festejos que fizeram de Itapetininga uma cidade conhecida pelo aspecto cultural, como nossa vizinha Tatuí, capital da música. Que nossos administradores conheçam a história para realizar o futuro.”

O Brasil viu de perto o maior fervor político e cultural ocorrido em seu território durante os anos sessenta, não fugindo a isso a Itapetininiga de poucos milhares de habitantes e cujo furor veemente estudantil determinou movimentos de esquerda. O famoso e notável Grêmio Estudantino “Fernando Prestes”, entidade criada nos anos de 1940 e que congregava a grande quantidade de jovens das escolas “Peixoto Gomide”, “Escola de Comércio” e o conceituado “Ginásio”, esteve sempre a frentedemovimentos sociais e políticos.
Vale lembrar, a propósito, que quando foi implantada a ditadura militar no país, o Grêmio posicionou-se corajosamente contra aquilo que foi denominado “os anos de chumbo”. Tanto que o presidente da agremiação, à época, foi destituido do cargo e a entidade ficou sob a vigilância “dos donos do poder” daquele período, até ser lacrada e se tornado sede do Mobral.
Antes, e pouco depois da implantação do regime militar, Itapetininga, com sorrisos abertos, via transcorrer os melhores anos de sua vida. Contemplava, feliz, as inúmeras festas e comemorações realizadas amiúde com a presença constante dos mais diferentes públicos, movimentando, inclusive, todo o comércio local.
Assim sendo, realizavam-se festividades, tão aguardadas, do Clube “13 de Maio”, com bailes de gala e concursos para a eleição de sua Rainha e Princesas, comparecendo altas autoridades e pessoas gradas, além de caravanas de quase toda a região. No Clube Operário, hoje o Recreativo, as memoráveis noites juninas, os bailes, solenes e populares, a apresentação de artistas e conjuntos famosos; as palestras ( como as Jornadas Médicas, acontecimento promovido pelo Conselho Regional de Medicina), onde esteve presente o internacional Dr. Zerbini), e o Venâncio Ayres, do alto de sua imonência, recebendo a “elite” local e os nobres convidados, para seus “sesquipedais” bailes, salientando-se os grandes Festivias de Música, de âmbito nacional, com enorme repercussão na imprensa paulistana.
Os prefeitos de então, promoviam belos carnavais, atraindo milhares de visitantes, que se encantavam com os blocos, cordões e carros alegóricos, de alto luxo e imaginação, desfilando pelas ruas Virgílio de Rezende, , Campos Sales e concentrando-se finalmente no Largo dos Amores, devidamente decorado.
Como não falar das exposições agro pecuárias em seus recintos lotados por milhares de interessados (gratuitamente) no “Tenente Carrito”, “Agrícola e de Animais”, com shows artísticos ( que neste ano depois de mais de quatro décadas deixou de existir),, “Do Trigo”, da “Fruta de Clima Temperado”, a de “Batatas”, esta organizada pela Cooperativa Cotia, claro, também as festas religiosas, em todos os cantos da cidade. Exemplo a da Lagoa Seca, onde um morador, ferroviário, de origem portuguesa, realizava, todos os anos, homenagem a “São João”, oferecendo alimentos, gratuitos, próprios da estação do frio.
Ainda ecoa a “Semana do Folclore”, efetivada no mês de Agosto, inclusive, em uma de suas edições com a presença de Rossini Tavares de Lima, um dos maiores estudiosos e autor de vários livros sobre o assunto. Havia também a participação de grupos regionais, “Congada”, “Bugrada”, de Afonso Matarazzo, “Fandango”, “Grupo Gaucho, este de Paranapanema, sendo sempre apresentados trabalhos artesanais diverso.
Periodicamente, além dos concursos cinematográficos, teatros, concursos de beleza e desfiles cívicos, realizavam-se as “Olimpíadas Estudantis”. Eram comum as cavalgadas e, o município ainda mantinha o Centro de Tradições Gaúchas “Tropeiro e Boiadeiro”, na Vila Rio Branco e um espaço destinado a bailes típicos, rodeios e exibições artísticas do gênero. Os campos de futebol ( CASI , DERAC e AAI) eram ocupados por competições esportivas entre médicos, dentistas e advogados, disputando várias modalidades do esporte.
Agora, tornam-se lembranças os festejos que fizeram de Itapetininga uma cidade de projetos e eventos , tornando-se conhecida pelo aspecto cultural e educacional, como nossa vizinha Tatuí, capital da música. Que nossos administradores conheçam a história para realizar o futuro.

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