Naquela área funcionou o “Café Caipira”

Considerado um dos pontos preferidos de personalidades, políticos, esportistas, comerciantes, industriais e também namorados e, comum certo “charme” provinciano, funcionou início de 2003, o então tradicional “Café Caipira”, uma das referências clássicas do Largo Amores, o decantado recanto de Itapetininga.
Foram quase sete décadas de inteira movimentação no bar, que inicialmente servia sorvetes e doces, ingressando pouco depois no ramo de café, porquanto, na época, não havia entre fregueses o hábito de “tornar café em bares”, mas tão somente nas residências, como afirmava o veterano Oswaldo Piedade, habitual frequentador do “Caipira”.
O primeiro dono, fundador do estabelecimento, João Martins, apelidado de “Caipira”, aceitou o desafio de comercializar a bebida, utilizando o “coador” no seu preparo. A moda pegou e a clientela foi aumentando gradativamente, tal o sabor da “rubiácea”, segundo testemunha de Washington Luiz Ramos, o Tonzinho, um dos apreciadores do café e agora bem saudoso do antigo hábito. Ele assegura que após o desaparecimento do “Rodovia”, um bar próximo, o “Caipira” tornou-se como “uma praça grega onde eles celebravam as suas assembleias e aplicavam a justiça”.
Com efeito, são lembradas pessoas que frequentavam aquele estabelecimento como os Ozi (Paulo, Moisés e Chaquib), Araldo Lírio, Humberto Pellegrini, Waldomiro de Carvalho, Miguel Ayub, José Salem, Plínio Ribeiro, Jango Mendes, juízes, promotores, médicos e outras personalidades, além de muitos populares. A conversa constituía-se em verdadeiras aulas sobre variados temas. Anteriormente, o governador Ademar de Barros e seus companheiros, como Ciro de Albuquerque, Lucas Nogueira Garcez, Paulo Soares Hungria e outros estiveram no bar, assim como o Brigadeiro Eduardo Gomes, Jânio Quadros, Juarez Távora, além de Plinio Salgado, Prestes Maia, Carvalho Pinto, Laudo Natel e inclusive, em 1981, o ex-presidente Lula.
O Iniciador – João Martins, que também produzia artesanalmente sorvetes de diversas qualidades, ao lado da esposa, foi quem denominou o bar de “Caipira” e sentia-se honrado e gratificado em poder servir da melhor maneira seus fregueses, que iam desde políticos até as mais sofisticadas senhoras da sociedade local. Com poucas mesas, sempre ocupadas, a maioria dos fregueses eram servidos no próprio balcão, além de uma grande quantidade de pessoas que preferia ingerir a bebida em frente ao bar, conversando sobre assuntos que oscilavam entre política, esporte e negócios, “havendo naturalmente, aqueles que direcionavam o diálogo para as coisas do coração.”.
O Café, posteriormente, esteve nas mãos de João Custódio (Mané), Osvaldo Florentino, Azet Dib, Silvino Serafim e, finalmente, Waldemar que o dirigiu com o nome de “Pinguim”, mas não com tanta repercussão como antes.
Demolido, o prédio onde ficava o Café Caipira, na praça dos Amores, o local, agora, em um grande galpão moderno, pré-moldado, abriga uma grande casa, especializada em vendas de carnes e embutidos.

Extraido do livro “Vivas Memórias – Volume 1”

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