Nostálgicos Natais

Peço a licença a Ivan Barsanti Silveira e Alberto Isaac, mestres das crônicas deste Correio de Itapetininga, para escrever sobre o Natal. Mas de uma forma mais nostálgica, em que eles escrevem tão bem, das lembranças que tenho do passado dos natais que presenciei na época de outrora,
As memórias que tenho do período natalino, na qual gosto muito, embora também seja um período triste, devido a morte dos entes queridos, mas acredito que a luz de todos estão no plano superior nos iluminando com toda intensidade, são muitos boas agradáveis, de muita união e confraternização na festa do Menino Deus.
Na minha infância, as ruas comerciais da cidade de Itapetininga principalmente a da Campos Salles, eram todas enfeitadas e iluminadas, todas! Completamente diferente dos natais atuais, onde não há enfeite algum muito menos aquelas belas luzes pisca pisca natalinas. Se não fosse a praça dos amores que está linda com sua decoração e em alguns pontos espalhados pela cidade, a cidade ficaria sem qualquer resquício de brilho natalino. Nos reunimos na pracinha da Vila Rosa, (bairro onde morávamos e ainda moro), toda aquela garotada, todos ainda muito meninos e saímos para as “aventuras” e andanças pelas ruas da cidade, e sair à noite período em que as lojas eram abertas era algo de espetacular. Passávamos pelo histórico Mercadão Municipal, descíamos a Barbosa Franco até a Campos Salles, pegamos balas dos Papais-noéis que nos presenteava com aquele belo sorriso e claro o famoso “ho” “ho” e o trim trim do sino. Diversos corais eram espalhados pelas ruas para dar aquele brilho sonoro todo especial.
Adentrávamos a mágica Campos Salles, era uma magia sim, aquela rua no natal, o clima natalino lá aumentava, entravamos na loja, revirávamos as roupas dos magazines, nos perfumávamos com as amostras grátis dos perfumes da Boticário e da loja de cosméticos Delírio. Outra grande atração na época, isso em meados dos anos 80, era a escada rolante (uma total modernidade para a época), recém instalada nas lojas Pernambucanas, que existe até hoje, era quase que um brinquedo de algum parque de diversão. Kkk
Na véspera de natal então, eu como um “bom” ansioso que sou, a ansiedade aumentava em doses cavalares pelo meu sangue, à espera dos presentes e com doce ilusão de encontrar com o tal “bom velhinho” zanzaeando pela sala. A grande sacada, “malandragem” no bom sentido dos meus pais Edson e Eloisa era me levar com minha irmã Renata, dar uma volta pela cidade, ir até a Virgílio ver a bela iluminação do alto do reservatório da Sabesp na Virgílio… Um maravilhoso e abençoado natal! Queridos leitores!
Leia na íntegra em nosso site:
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