Novo. Não leia… Hermélio Moraes

Já em 1.650, surge, na Inglaterra os primeiros anúncios publicitários. Nos EUA, o primeiro anúncio comercial, foi um anúncio imobiliário. Mas, papiros comprovam, que no antigo Egito, a propaganda e a publicidade já eram ferramentas a serviço dos sábios faraós. Divulgando seus produtos, suas ideias e até suas crenças. Novos povos. Novos consumidores. Mais ouro.

Com quinze anos de idade participei, sob a direção do SENAC, do curso de Publicidade & Propaganda. Lá aprendi as palavras mágicas, as cores que atraem, as letras e até o tamanho fazem parte de estudos e laboratórios, com vistas às vendas. Na faculdade de Psicologia, utilizamos de ratos, para condicionamentos e estudos de ação e reação… pensando nos humanos e no mercado consumidor. Suas necessidades e seus gostos. Nem discuto. Nem é por questões éticas. São fatos, que prefiro me cala, a colocar sobre a mesa e discutir por anos… Em administração aprendi não só as leis do comércio, mas sua aplicação nos mais altos negócios comerciais. E, como matéria obrigatória… Publicidade & propaganda. Mais uma vez… essa matéria em meu caminho. Já, estudando direito, aprendi a fazer acordos. Economiza tempo, dinheiro e muita dor de cabeça. Justiça é outra coisa…Ok. Há controvérsias.

Bom, neste meu longo viver. Morei em três capitais. Em São Paulo aprendi que a presa traz riquezas, mas cobra um alto preço. Curitiba foi onde aprendi a dar bom dia. Falar: Com licença. E, não jogar papel na rua. Eita, cidadão de bons cidadãos. Já meus cinco anos de Rio de Janeiro, cursando psicologia na Grana Filho, trabalhando na Sharp Corporation, descobri o quão Itapetininga é especial. Aqui, ainda temos amigos, missa, feira, pastel, banco da praça e passear de mãos dadas…. Família. Sim. Lá a evolução já chegou muito antes daqui. Adoro família. Voltei. Vendi gente, ops, digo, mão de obra. Tão rara quanto cara. Ferramenta básica das empresas. Sem gente… não há empresa. Foi a primeira agência de empregos de toda região. De onde vim, já existia a mais de 30 anos. Desta feita… Itapetininga tem que olhar o mundo. E deixar de se olhar como o centro deste. Ao mesmo tempo nos choca saber do grande território sendo menosprezado. Pouco se investem. Muitos vivem abandonados.

Como é bom quando se retorna a cidade, após longo tempo. A feira livre é o melhor momento. Os amigos reunidos. Colocando a prosa em dia. Frutos e alimentos fresquinhos e de confiança. Ofertados por famílias tradicionais que confiamos desde nossos pais. Quanta diversidade de alimentos, frutos, flores e até animais. É o coreto dos atordoados, que mesmo atordoados… Mantém nossas músicas raiz vivas. Pura cultura. Patrimônio valiosíssimo. Aqui… menosprezados. Muitos até nutrem desejos de que sumam dali. Já que estão ao lado do banheiro … nota-se o respeito a nossas tradições. Olhem outras cidades. Olhem a Bahia, Pernambuco, o Rio Grande do Sul… enfim, todos mantém, cultuam e exploram este “filão” econômico. Perpetuando suas culturas, enquanto alimentam a economia e o emprego.

Sirvo-me deste, para que ao apresentar alternativas econômicas a nossa cidade, possamos alavancar a economia, tal qual já o fazem pelo mundo. Ao se investir no setor turístico.

Esta semana recebemos o Sr. , representando o CONDEPHAAT. Que graças ao que aqui escrevo, leram meu pedido de socorro, para a Casa do Império (Bairro do Porto) aquela mesma que a árvore caiu sobre seu telhado. A primeira casa da cidade. Ofereceu até 1 milhão para os procedimentos de restauração e futura sede do Museu Tropeiro de Itapetininga. Participaram da reunião os proprietários, neste ato representado pelo nobre amigo Antonio Serafim, que se colocou a inteira disposição ao tombamento deste valioso bem histórico, não só de nossa cidade, como da história do Brasil. Fomos até o imóvel para ser tecnicamente avaliado, já que este é o Técnico responsável por esta fase inicial. Ao voltarmos, nos foi oferecido uma oficina sobre as fases do processo a serem implementadas.

Aproveito para agradecer a Indústria Nisshimbo do Brasil que se prontificou em ajudar com lonas para a primeira proteção contra essas chuvas. Agradeço também ao escritório de Arquitetura de Ana Calixto e Rodrigo Orsi, por se oferecerem ajudar nos estudos e traçados técnicos. Falando, ops, digo, escrevendo mais sobre eles… Adorei a ideia , da mais nova concepção de negócios, o “kowrking” poder se instalar em nossa Itapê. Eles até fizeram um estudo ocupando o Solar dos Rezendes, para a implantação desta nova visão empresarial. Um espaço comunitário, onde todos os participantes ocupam espaços e equipamentos pelo tempo necessário. Dividindo e compartilhando… todos irão economizar e se socializar. Gerando oportunidades e saber.

Este jornal está sendo valente e audacioso ao me deixar aqui expor tudo o que o turismo pode trazer de benefícios a nossa população. É lido por pessoas pensantes do mais alto padrão social e cultural. Justamente aqueles que, cruzam comigo na rua e dizem: Você está certo. Pena que a Prefeitura não pense assim. Mas, continue. Não pare de cutucar. Um dia será realidade.

Gostaria de lhes citar a cidade de Itu. De tão pequena que era… Que, resolveram dar o troco. E, graças ao personagem Simplício… em Itu tudo era grande. Até as mentiras kkkk. Bom, graças a intensa publicidade. Hoje, cercada de belíssimos condomínios, viu sua renda ir as alturas e tão logo se adaptou para virar uma grande cidade. Cresceu tanto que até falta água para tantos novos moradores. Um problema que logo iremos aqui enfrentar.

Me desculpem pela fraca matéria desta semana. Mas, como aqui tudo é demorado… eu até fico sem novidades para lhes contar.

Eita, eu já ia terminar, e acabo de me lembrar, de retirar meus agradecimentos as Secretarias da Cultura, do Meio ambiente e de Obras. Pois, acabei sabendo que, após 6 meses indo implorar pela retirada da árvore, na prefeitura. Foram, na verdade, os proprietários que mandaram e pagaram para retirá-la. Sr Antonio Serafim, peço-lhe imensas desculpas. Mesmo ciente que sabe, que pelo menos…. eu tentei. Desculpe-me.
Doravante… não acreditarei em promessas. Kkkkkkkkkkkk Bricadeira. Somos brasileiros. Mintam que eu gosto.

Qual é a mensagem que Itapetininga leva aos quatro cantos ?
Até onde nossa cidade é conhecida ?
Quais produtos temos a oferecer a região, ao estado e ao mundo ?
Se o vinho está temeroso pelo euro… nosso leite, álcool, mel, queijo… estão só aguardando a porteira da Europa se abrir. Vamos nos preparar ou vamos ser atropelados ?
Publicidade. Esta ferramenta deve ser usada sem dó. Itapetininga existe !!!
E nós ? Resistimos !!

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